Antes de mais nada, estimado amigo leitor, estimada amiga leitora, peço encarecidamente que leia este texto até o final, mesmo que apenas em respeito ao esforço que empreendi para escrevê-lo, está bem?
Sou um dos primeiros filiados do Novo em Pernambuco. Filiei-me no mesmo mês em que o Novo passou a ser partido político, na data de 15/09/2015, evento que comemorei como se tivesse ganho uma final de copa do mundo! Já estava, porém, nas trincheiras há algum tempo, coletando assinaturas para a fundação do partido e difundindo seus valores nas minhas redes.
Eu tinha encontrado meu lugar, o estatuto do Novo, salvo por pequenas e quase irrelevantes exceções, parecia ter sido escrito por mim – e para mim. Esta sensação permanece e se fortalece a cada dia.
No ano de 2017, eu decidi, depois de enfrentar resistência de meus familiares mais próximos, e somente após convencê-los devidamente, lançar-me no Processo Seletivo do partido para tentar a candidatura a Deputado Federal no pleito de 2018. Foi uma experiência fantástica, que me assegurou, de uma vez por todas, o entendimento de que é por meio do processo político que podemos mudar o mundo à nossa volta de forma efetiva.
Obtive, neste processo, 7005 preciosos votos de pessoas que confiaram em minhas propostas e/ou confiaram no Novo – indignados, assim como eu, com o cenário político-eleitoral que nos cerca.
Não fui eleito – cheguei longe dessa meta – mas contribuí para difundir o nome do Novo em meu Pernambuco! É um trabalho árduo, demorado e aparentemente inglório – mas é um trabalho necessário, urgente e verdadeiramente gratificante: livrar Pernambuco, o Leão do Norte, dos grilhões de seu colonialesco histórico de capitania hereditária – que se perpetua até hoje com sobrenomes diferentes dos de outrora.
Hoje, residindo em Caruaru, a capital do Forró, lar do Maior São João do universo (Pernambucano não é pernambucano sem se gabar de algo seu – especialmente se for a mais absoluta verdade!), me vi dividido por um dilema que me tomou bons meses de minha vida: Como aproveitar os votos merecidos em 2018 para poder começar a mudar a realidade do povo pernambucano, sofrido e batalhador, em nível municipal, numa escala mais próxima e viável?
O passo para “começar” a vida política em uma eleição “direto” a Deputado Federal não foi escolha minha, foi estratégia do Novo… há muita governança e organização no partido! Quis apenas contribuir para esse projeto – e não me arrependo. Ainda quero levar as ideias que norteiam meu conjunto de crenças políticas e econômicas para o povo, para melhorar a vida do guerreiro e da guerreira que todos os dias se desdobram em esforços para viver uma vida mais digna e menos sofrida.
Tentamos cumprir, sem sucesso, apesar de todo o esforço, as exigências que o Novo impôs para a montagem do diretório municipal do partido em Caruaru – exigências que são impostas a todos os municípios onde os filiados do Novo querem que haja a opção pelo partido nas eleições municipais de 2020… Essa nossa malsucedida empreitada tornou impossível, segundo as normas do Novo, que Caruaru pudesse ter a chapa do partido para as eleições do ano que vem.
Em suma, Caruaru não terá como ter candidatos do Novo nem para a prefeitura, nem para a Câmara de Vereadores. Diante deste cenário aparentemente desolador, o dilema citado há alguns parágrafos se fez presente: eu poderia (a) Concorrer a Vereador pelo Novo na cidade do Recife, onde vivi minha vida inteira até há dois anos e onde construí minha carreira como professor; ou (b) Desfiliar-me do Novo, filiar-me a outra legenda partidária e concorrer ao cargo de Vereador em Caruaru, cidade que adotei e que reciprocamente me adotou – minha vida é aqui: isso é inegável e inegociável – e, de todo coração, é maravilhoso!
Apenas para explicar: a opção por Recife jaz no fato de a capital pernambucana ser a única no estado a ter diretório municipal, portanto, a única onde uma chapa do Novo pode ser construída para as eleições de 2020.
(bom, a terceira via deste “dilema” seria simplesmente não concorrer e não me desfiliar do Novo – mas isso “desperdiçaria” o capital político conseguido em 2018!
Consultei diversos amigos em quem confio muito. Alguns inclusive deputados federais pelo Novo, consultei amigos no Diretório Estadual do Novo, companheiros da campanha de 2018, apoiadores da minha equipe em Caruaru, todas pessoas muito caras para mim, e, claro, a minha família, que é a minha fortaleza.
Ouvi opiniões muito divergentes entre si, ponderei cada uma delas, extraindo daí que “o importante é onde está o seu coração, a despeito de qualquer opinião ou interesse de instituições, o que importa é você e sua família”.
Hoje, faz exatamente UM ANO que participei da caminhada do NOVO na Av. Paulista, em São Paulo, junto com o Amoêdo, com os candidatos do Brasil todo, alguns deles eleitos para a alegria do país. Também neste dia, em 2018, entrevistei o Romeu Zema, a quem chamei “esperançosamente” de “O próximo governador de Minas Gerais” – quis Deus que minha esperança se convertesse em profecia – Parabéns, Mineiros!
E é justamente no aniversário deste evento tão marcante na minha vida que anuncio A MINHA DESFILIAÇÃO DO PARTIDO NOVO, não por discordâncias ou qualquer tipo de contenda. Entendo e RESPEITO a estratégia de expansão programada e sustentável do partido – mas acredito que há muita pressa de mudar a situação do país e, precisamos fazê-lo o quanto antes!
Recife terá a felicidade de poder optar pelo NOVO – espero que façam bom uso desse privilégio. (engraçado usar essa palavra: sempre combatemos os privilégios – dos políticos – ehehehehe).
Caruaru não terá o NOVO como opção – mas precisa ter gente que acredite nos valores que o NOVO defende. Esses valores são bons, são lógicos, são necessários e urgentes. A única forma de levar esses valores às ruas, melhorando a vida do caruaruense lutador, empreendedor é concorrendo por uma legenda que possa montar uma chapa em 2020. E, de preferência, claro, uma chapa competitiva.
Pretendo contribuir para a melhoria da vida de cada indivíduo da minha cidade. E, justamente por entender que isto não pode esperar mais 4 anos, tomei a decisão que venho agora anunciar: pretendo concorrer ao cargo de Vereador na cidade de Caruaru e, para isso, preciso realizar, com enorme pesar, a minha desfiliação do partido Novo.
É possível que em alguns dias, eu já saiba onde pousarei a fim de participar do pleito de 2020, levando comigo não só a saudade de vestir a camisa laranja (tenho umas 20, na verdade), como os valores que já trazia comigo antes de fazer parte desta fantástica família que quer mudar o Brasil!
Tenha certeza, porém, amigo leitor, estimada leitora, que eu mudo de legenda partidária (porque faz parte do jogo – é regra), mas não mudo de convicções nem de crenças… Precisamos diminuir o poder opressor do estado para que o indivíduo se liberte e empreenda… É o indivíduo que gera riqueza – para si e para os outros – precisamos garantir que o estado atrapalhe o mínimo possível.
Continuo no intuito de contribuir – seja para o debate saudável, seja para a explícita obstrução do aumento das garras vorazes do estado sobre os cidadãos – com o objetivo de deixar uma Caruaru menos burocrática, menos governamental e mais democrática, mais pertencente a quem deve pertencer: o cidadão.
Muito obrigado por ter lido até aqui e por ter contribuído para que eu seja quem eu sou hoje. Conto sempre com suas ideias, sugestões e, em especial, suas orações!
Fique com Deus sempre!
*João Antonio – Professor
