Dois processos disciplinares contra Deltan haviam sido travados em agosto pelo decano, ministro Celso de Mello.
Gilmar disse tomou a decisão porque a licença médica de Celso de Mello está prevista para acabar na próxima sexta-feira, 11 de setembro, um dia depois do prazo de prescrição dos dois processos contra Deltan.
Nesta semana, o procurador anunciou que estava deixando a força-tarefa da Lava Jato no Paraná para se dedicar à sua família.
A próxima sessão do conselho do Ministério Público antes do fim do prazo de prescrição contra Deltan será terça-feira, 8 de setembro.
Um dos processos foi movido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e acusa o coordenador da Lava Jato de supostamente influenciar as eleições para a presidência do Senado no ano passado, quando Deltan fez publicações críticas a Calheiros, que disputava o cargo, nas redes sociais. A disputa foi vencida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
O outro processo foi apresentado pela senadora Kátia Abreu (PP-TO) e questiona o acordo firmado pela Lava Jato do Paraná com a Petrobrás para destinar R$ 2,5 bilhões recuperados pela operação e que seriam geridos por uma fundação dos procuradores.