Marco Aurélio volta a bater em Mendonça por tentativa de se aproximar do bolsonarismo: “como disse Eduardo Bolsonaro, o povo não é otário (sic)”

Mário Flávio - 28.09.2020 às 12:35h

Em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda-feira (28), o candidato a prefeito do Recife pelo PRTB, Marco Aurélio, voltou a criticar Mendonça Filho, candidato do DEM, por acenos feitos a apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na pré-campanha eleitoral.

“A picaretagem não tem limites. Pode apostar que gente como Mendonça Filho ainda vai ter a cara de pau de aparecer nas eleições de 2020 dizendo estar ao lado de meu pai para ter o voto conservador. O povo não é otário”, disse Marco Aurélio. “Quem escreveu foi Eduardo Bolsonaro. Tá lá no twitter dele é só procurar”, acrescentou, relembrando publicação do filho do presidente em 2019.

A afirmação de Marco Aurélio expõe novamente o racha entre os candidatos da oposição à direita no Recife. Desde janeiro, o grupo tentava construir uma unidade em torno de um nome, o que não vingou. Com isso, a direita chega à eleição com seis candidaturas e uma disputa pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na capital pernambucana.

“Faço questão que as pessoas me identifiquem com Bolsonaro. Em 2018, eu votei em Bolsonaro. É só olhar nas minhas redes sociais que tem foto no meu comitê com ele. Tenho apoio do vice-presidente Mourão. O general Mourão morou três anos aqui (no Recife), a filha dele nasceu aqui, ele serviu aqui. Ele é um homem sério e de bem. Tenho muito orgulho dele ter me abraçado”, afirmou Marco Aurélio.

Recentemente, Mendonça Filho fez um périplo por Brasília e se reuniu com diversos ministros do governo Bolsonaro, ainda na condição de pré-candidato a prefeito.

“Ele só não se encontra com o presidente”, alfinetou Marco Aurélio.

O candidato do PRTB ainda elencou o que considera parâmetros de alguém que não estaria alinhado ao bolsonarismo e acusou Mendonça Filho de ter defendido “ideologia de gênero” durante o período em que foi ministro da Educação, entre 2016 e 2018, no governo de Michel Temer.

“O candidato de Bolsonaro a primeira coisa que ele tem que ter feito é ter votado em Bolsonaro. Mendonça votou em Alckmin (PSDB). Um candidato de Bolsonaro não pode ter sido solidário a(o) (ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique) Mandetta (quando foi tirado do cargo pelo presidente). E ele (Mendonça) ficou com a marca da ideologia de gênero no ministério. As atitudes dele são anti-Bolsonaro”, criticou.

Marco Aurélio também deferiu críticas indiretas, sem citar o nome, ao candidato a prefeito do PSC, Alberto Feitosa, que exerceu cargo de superintendente da Infraero durante o governo Lula.

“O outro (candidato) agradeceu o emprego como presidente da Infraero. Foi nomeado por Lula a pedido de Humberto Costa”, disse Marco Aurélio sobre Feitosa, que também se considera bolsonarista.