A iniciativa que prevê a aplicação de multa para quem fraudar a ordem de preferência nas campanhas de vacinação já está pronta para se tornar lei em Pernambuco. Proposição nesse sentido foi aprovada pelo Plenário da Assembleia Legislativa, nesta quinta, e segue agora para sanção ou veto do governador Paulo Câmara. A medida estabelece o valor de dez a cem mil reais por infração, a depender das circunstâncias. O texto é um substitutivo que aglutina projetos similares dos deputados Clodoaldo Magalhães e Delegada Gleide Ângelo, ambos do PSB.
A pandemia do coronavírus foi o tema que concentrou as discussões em Plenário. A deputada Laura Gomes, do PSB, e José Queiroz, do PDT, lamentaram os altos índices de mortes registradas por covid-19 nos últimos dias. Eles cobraram responsabilidade do Governo Federal e reforçaram os pedidos para que a população adote as medidas preventivas.
Na mesma linha, o deputado Diogo Moraes, do PSB, apresentou projeto de lei obrigando os estabelecimentos de saúde a apresentar ao paciente os materiais utilizados na vacinação. Ele afirmou que a medida garante a confiabilidade no processo. “Eu faço essa primeira menção para dizer que recebi, acho que vários deputados receberam vídeos, de enfermeiros que, na prática, a gente pode chamar de assassinos, que fingem vacinar a pessoa e levam a vacina para fazer em outro procedimento e não naquela pessoa.”
A previsão de que o Brasil pode chegar a três mil óbitos por dia devido ao coronavírus preocupa o deputado João Paulo, do PCdoB. Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro já deveria estar preso por conta das omissões durante a pandemia. O parlamentar também defendeu investimentos nas obras da ferrovia Transnordestina, para fortalecer o cenário econômico na região no contexto pós-pandemia.
