
A Folha de São Paulo trouxe no fim de semana uma reportagem com a possibilidade de Marília Arraes ser a indicada pelo PT para a vaga ao senado na Frente Popular. Diante da possibilidade o blog foi apurar como os partidos reagiram a essa informação.
A cúpula do PSB tem uma péssima relação com Marília, principalmente após o rompimento político entre ela e a família Campos, mas não é só isso. No caso de Marília virar senadora com 37 anos de idade, vai ser candidata a governadora daqui há 4 anos, provavelmente contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deverá ser o nome do PSB para essa provável disputa.
A chance é zero pra ela. O PSB aceitaria até o deputado federal Carlos Veras, mas não Marília. Dentro do próprio PT a vida dela não é fácil. Petistas lembram que ela se aliou ao Centrão e Arthur Lira e enfrentou e derrotou o candidato do PT para a mesa diretora da Câmara. Na ocasião, cogitou-se até a expulsão de Marília do PT. mas quem segurou a onda foi o senador Humberto Costa.
No entanto, o próprio Humberto quer seguir com a hegemonia no PT e qualquer avanço de Marília na legenda pode engolir ele, que é o principal aliado de Lula e do PSB em Pernambuco. O ex-presidente frisou sobre a fidelidade de Humberto ao PSB na entrevista que concedeu na semana passada. Sem falar ainda que ela é a 2ª secretária da Câmara hoje, derrotando o candidato apresentado pela bancada e direção nacional do partido.
Na reportagem da Folha, Marília amenizou a divergência com a família Campos e disse que para derrotar Bolsonaro deve ter a unidade, mas diante dos fatos colocados acima, o nome dela se torna inviável e deve mesmo disputar a reeleição para deputada federal. Se Marília quiser algo a mais que isso deve procurar outro partido, dentro do PT ficará limitada ao mandato de deputada.
Outro problema…
Além disso, o PSB terá que ter muito jogo de cintura com aliados que querem a vaga de senador. Nessa lista estão: André de Paula (PSD), Dudu da Fonte (PP) e Sílvio Costa Filho (Republicanos). Como o PT já tem a vaga de Humberto no Senado, a decisão pode trazer sequelas e até em último caso, empurrar um partido desses para a oposição, o que é pouco provável.
…Retomada
O governador Paulo Câmara deve retomar a agenda com aliados essa semana para conversar sobre a sucessão estadual. Ele já bateu um papo com a maioria e deu uma parada por apresentar sintomas gripais e também pelo aumento de casos de Covid em Pernambuco. Faltam poucas legendas para serem ouvidas e a decisão deve sair no começo de fevereiro.
Clodoaldo segue a todo vapor…
Os deputados Clodoaldo Magalhães e Mancantonio Dourado Filho receberam oficialmente o apoio do grupo de oposição da cidade de Agrestina. O grupo abraçou esse projeto político para 2022 por acreditar no trabalho competente que ambos tem realizado nas cidades pernambucanas. Clodoaldo vai mesmo disputar a eleição de deputado federal.
…quem faz parte?
Fazem parte da oposição de Agrestina os vereadores João Leite e Aparecido, Valéria (ex-vereadora e agora suplente), Pivole (suplente de vereador), Janailson (filho do ex-vereador Sinval Monteiro), além das lideranças Carlos de Tião, Marcelo de Santa Tereza, Leleu, Irmão Carlinhos, Tonho de Rosa e Alfredo.
O nome do PSOL para o governo…
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) realizou neste sábado (22), a Conferência Eleitoral que escolheu por 73% dos votos o nome de João Arnaldo para a disputa do governo de Pernambuco. Ele é natural de Salgueiro, sertão pernambucano. Advogado, pós-graduado em direito administrativo, mestre em desenvolvimento e meio ambiente, doutorando em direito ambiental e sustentabilidade, representou o PSOL como candidato a vice-prefeito do Recife na eleição de 2020. João Arnaldo tem histórico profissional de luta por direitos sociais e atuação na advocacia popular. Foi o primeiro articulador da RENAP em Pernambuco, superintendente do IBAMA, e Diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do ICMBio.
…E o senado
Eugênia Lima foi a escolhida para o senado federal. Ela é filha de Olinda, bacharela em direito, especialista em gestão pública e mestra em planejamento urbano. Começou a atuação política no movimento estudantil, quando foi a primeira mulher eleita presidenta do DA de direito da Católica, participou ativamente do movimento contra a camarotização do carnaval de Olinda e em defesa da cultura popular, quando fundou ‘As Conxitas’, grupo percussivo só de mulheres. Eugênia também foi coordenadora de Políticas Públicas de Olinda, entre 2004 e 2008. Em 2016, na primeira eleição, teve mais de dois mil votos para vereadora de Olinda, em 2018 mais de 100 mil votos para o senado e em 2020 foi a oitava mais votada para Câmara Municipal de Olinda e atualmente exerce a presidência do PSOL no município.
