No momento em que o país inteiro discute qual deve ser o papel do Estado no enfrentamento à criminalidade, a governadora Raquel Lyra (PSD) parece ter encontrado o tom exato para dialogar com a opinião pública — e, sobretudo, para agir. Enquanto setores políticos insistem em travar a discussão numa falsa dicotomia entre políticas sociais e fortalecimento das forças de segurança, a gestora vem sustentando um discurso de equilíbrio, respaldado por resultados e por um plano de investimentos que se tornou o maior da história de Pernambuco.
O debate nacional pós-operação no Rio de Janeiro mostrou uma tendência clara: pesquisas diversas apontaram ampla aprovação popular à ação da Polícia Militar fluminense. Em Pernambuco, esse sinal também ecoou. Tanto que críticas como as feitas pela deputada Dani Portela (PSOL) — que cobrou creches em vez de reforço policial — encontraram forte reação dos próprios seguidores da parlamentar. A população, ao que tudo indica, rejeita contraposições artificiais e espera do governo uma atuação firme, integrada e baseada em evidências.
É nesse ambiente que Raquel entregou, nesta segunda-feira (17), um pacote robusto de armas, viaturas, drones e um novo helicóptero, num total de R$ 73 milhões. Mais do que um ato administrativo, o gesto consolida um movimento que já vinha em curso com o programa Juntos pela Segurança, responsável por R$ 2,3 bilhões em investimentos e pela redução consecutiva dos principais índices criminais nos últimos meses.
Pela primeira vez na história, o Estado comprou seu próprio lote de fuzis — 700 unidades, segundo o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho. Somam-se a eles quase duas mil pistolas Glock, 30 drones, 51 caminhonetes, 14 SUVs (incluindo veículos para a Patrulha Maria da Penha) e um helicóptero H-135, capaz de voar por instrumentos e operar em condições adversas. Não é pouca coisa. E, mais importante: é o tipo de investimento que muda a vida real das equipes que estão nas ruas.
O comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, foi direto: “as forças de segurança alcançaram um novo patamar”. Na Polícia Civil, o delegado-geral Felipe Monteiro celebrou o impacto psicológico e funcional de oferecer equipamentos adequados a quem arrisca a própria vida diariamente. Há ainda o simbolismo político destacado pelo deputado Joel da Harpa, que reforçou algo perceptível no dia a dia: a sensação de segurança voltou a crescer entre os pernambucanos.
A governadora costura, assim, um discurso difícil de ser contestado. Mostra que segurança pública não é apenas número, mas estratégia, planejamento e entrega. E, ao mesmo tempo, demonstra que investir na polícia não exclui outras prioridades — como creches, escolas e políticas sociais —, mas que sem garantir força, tecnologia e presença no território é impossível reconstruir a confiança da população.
Em um debate polarizado, Raquel Lyra escolheu o caminho da objetividade: resultados, equipamentos, efetivo e coordenação. E, nesse ponto, acertou o tom — algo que, no tema mais sensível do país, faz toda a diferença. A conferir.

