O patrimônio pessoal de Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, registrou um salto expressivo entre 2023 e 2024. No período, os bens declarados passaram de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões — um aumento de R$ 55,7 milhões em apenas doze meses, segundo informações de registros societários e de distribuição de lucros.
Em 22 de setembro, Viviane Barci registrou em Brasília um novo escritório de advocacia, o Barci e Barci. A abertura ocorreu no mesmo dia em que o governo do então presidente Donald Trump estendeu ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos os efeitos da Lei Magnitsky — medida que já alcançava Viviane e o ministro. O Lex é uma empresa de Viviane e dos filhos e possui dez imóveis em seu patrimônio.
Com isso, além do escritório original sediado em São Paulo — o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que conta com nove sócios, incluindo os dois filhos do casal — passou a existir um segundo escritório, desta vez tendo apenas a filha, Giuliana, como sócia. Em 2024, a distribuição de lucros do Barci de Moraes destinou a Viviane a quantia de R$ 57 milhões, valor que explica a maior parte do crescimento patrimonial observado no intervalo de um ano.
A coincidência temporal entre a ampliação das sanções internacionais e a reorganização societária, somada ao crescimento acelerado do patrimônio, tem gerado questionamentos nos bastidores jurídicos e políticos. Os dados, por ora, evidenciam a expansão dos negócios ligados à família do ministro e colocam sob escrutínio público a evolução financeira registrada no período.

