O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta hospitalar na tarde desta quinta-feira (1º de janeiro) e foi levado de volta à cela especial montada na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde segue cumprindo sua pena. 
Bolsonaro estava internado desde 24 de dezembro no Hospital DF Star, na capital federal, após ser autorizado pela Justiça a se afastar temporariamente da prisão para realizar cuidados médicos. Ao longo dos últimos dias, ele foi submetido a quatro procedimentos, incluindo uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e intervenções para controlar episódios persistentes de soluço e outras intercorrências clínicas. 
Ao deixar o hospital no fim da tarde, o ex-mandatário foi escoltado por viaturas oficiais até a sede da PF, onde retomou o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão, resultante de sua condenação pela trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022. 
A defesa de Bolsonaro havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conversão do regime fechado em prisão domiciliar humanitária, alegando que o estado de saúde do ex-presidente demandaria cuidados fora da superintendência. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou não estarem presentes os requisitos legais para a concessão da domiciliar e afirmou que a estrutura da PF é suficiente para as necessidades médicas. 
Na decisão, Moraes ressaltou que os laudos apresentados pela defesa indicaram melhora clínica, o que justificou a volta ao regime anterior. A cela onde Bolsonaro permanecerá possui estrutura diferenciada, com espaço privativo e condições que permitem atendimento médico e recebimento de visitas autorizadas. 
O ex-presidente passou o Natal e o Ano Novo internado, acompanhado por sua família durante a saída do hospital. A defesa já sinalizou que poderá apresentar novos recursos ao STF visando reconsiderar o regime de cumprimento da pena, sob argumento de que eventuais agravos de saúde poderiam ser agravados com a rotina prisional. 
