EUA realizam ataque militar à Venezuela e Trump afirma que Maduro foi capturado

Mário Flávio - 03.01.2026 às 08:11h

Em um dos episódios mais dramáticos nas relações entre os Estados Unidos e a América Latina das últimas décadas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque militar de grande escala no território venezuelano e que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. 

Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com agências de segurança dos EUA e resultou na captura do mandatário venezuelano e da primeira-dama, que teriam sido transportados por via aérea para fora da Venezuela. O presidente americano fez o anúncio por meio de sua plataforma de rede social e confirmou que haverá uma coletiva de imprensa para fornecer mais detalhes. 

Explosões e atividade aérea foram registradas nas primeiras horas da manhã em Caracas e em outras regiões, incluindo os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Moradores relataram pilares de fumaça, forte ruído de explosões e corte de energia em algumas áreas da capital venezuelana. 

Reações em Caracas e no governo venezuelano

O governo da Venezuela rejeitou categoricamente as ações descritas pelo presidente americano, qualificando-as como uma “agressão militar” e um ataque à soberania nacional. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que explosões atingiram áreas civis e militares e que o presidente Maduro havia declarado estado de emergência nacional e mobilizado as forças de defesa do país. 

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou que até o momento o governo ainda não tinha confirmação independente sobre o destino de Maduro e de sua esposa, exigindo uma prova de vida imediata das autoridades dos Estados Unidos. 

O ministro da Defesa da Venezuela afirmou que o país resistirá a qualquer presença de forças estrangeiras e que as Forças Armadas permanecem mobilizadas em resposta aos ataques. 

Cenário internacional e implicações

O ataque representa uma escalada sem precedentes na intervenção militar dos EUA na região desde a invasão do Panamá em 1989. A comunidade internacional acompanha com preocupação o desenvolvimento da crise, que já vem se desenrolando há meses em meio a fortes sanções, acusações de má conduta eleitoral e tensões diplomáticas entre Washington e Caracas. 

Aliados da Venezuela, como Cuba e Irã, condenaram a ação norte-americana como uma violação flagrante do direito internacional, enquanto diversos países pedem uma resposta coordenada da Organização das Nações Unidas para evitar uma escalada ainda maior do conflito. 

O que se sabe — e o que ainda é incerto

✔️ Confirmado por autoridades americanas:

  • Ataque militar dos EUA no território venezuelano.
  • Declaração de captura de Nicolás Maduro e sua esposa e retirada do país.  

❓ Sem confirmação oficial independente até o momento:

  • Localização atual de Maduro e sua esposa.
  • Declaração formal do Pentágono ou de militares de campo.
  • Detalhes sobre alvos e eventuais reparos a civis.  

Contexto histórico

As tensões entre os governos dos EUA e da Venezuela aumentaram nos últimos anos devido a uma série de disputas políticas, acusações mútuas e sanções econômicas, especialmente relacionadas às eleições venezuelanas e à crise econômica contínua. A ação militar de hoje representa um ponto de inflexão que pode redesenhar as relações diplomáticas e geopolíticas na região.