Governo brasileiro condena ataque dos EUA à Venezuela e oferece apoio do SUS a feridos

Mário Flávio - 03.01.2026 às 09:10h

O governo brasileiro se pronunciou pela primeira vez neste sábado (3/1) sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Em manifestação pública, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, condenou a ação militar norte-americana e colocou o Sistema Único de Saúde (SUS) à disposição para atender possíveis feridos do país vizinho.

A declaração foi feita por meio das redes sociais, em tom de crítica ao uso da força e de defesa de uma solução pacífica para a crise. “Nós, do Ministério da Saúde, sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, afirmou Padilha.

Segundo o ministro, o Brasil já vinha sentindo os efeitos da instabilidade venezuelana, especialmente no sistema de saúde de Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela e que historicamente recebe um grande fluxo de migrantes. Padilha destacou que o SUS tem absorvido parte desses impactos ao longo dos últimos anos.

Diante do agravamento do cenário, o ministro informou que medidas preventivas já estavam em curso. “Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro”, explicou.

Ao final da manifestação, Padilha reforçou o apelo pela paz, mas assegurou que o Brasil prestará assistência humanitária a quem necessitar. “Que venha a paz. Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, concluiu.

A fala do ministro marca o primeiro posicionamento oficial do governo federal sobre o episódio e sinaliza uma postura de condenação aos ataques, aliada à oferta de apoio humanitário diante da escalada da crise na Venezuela.