O Partido dos Trabalhadores (PT) condenou, na madrugada deste sábado (3), a operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, bem como a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Em nota oficial, a sigla classificou a ação como uma grave agressão à soberania da Venezuela.
“O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”, afirma o comunicado.
Segundo o PT, o episódio representa uma “séria preocupação para o Brasil”, especialmente pelo fato de o país compartilhar cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela. Na avaliação do partido, a escalada do conflito ameaça a estabilidade regional. “A América Latina deve permanecer como uma zona de paz”, destaca a nota.
O partido também ressaltou que a tradição da política externa brasileira é baseada na solução pacífica dos conflitos, na não intervenção e no respeito à soberania dos países. “O histórico da política externa do Brasil sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional”, pontua o texto.
Ao final, o PT reafirma seus princípios na atuação internacional. “Reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina”, conclui a nota.
A manifestação do PT ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa durante uma operação militar de grande escala realizada na Venezuela. O senador republicano Mike Lee afirmou ter conversado com o secretário de Estado, Marco Rubio, que teria indicado que a finalidade da operação seria garantir que Maduro responda, em solo americano, por crimes atribuídos a ele.
