O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (8) que irá receber María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, em Washington na próxima semana. A declaração foi feita em entrevista ao programa Hannity, da Fox News, na qual o republicano disse estar “ansioso para cumprimentá-la” durante a visita. 
Machado, que ganhou reconhecimento internacional por sua luta contra o regime de Nicolás Maduro, afirmou recentemente que não falava com Trump desde outubro de 2025, quando o prêmio foi anunciado. Ela disse que dedicou o Nobel ao povo venezuelano e agradeceu pelo “apoio corajoso” dos EUA à sua causa. 
O encontro previsto ocorre em um contexto de intensificação da presença americana na Venezuela, após operações militares que resultaram na captura do ex-presidente Maduro e de sua esposa em ações ligadas ao combate a narcotráfico. Trump também indicou que a intervenção dos EUA no país pode se estender por anos, sinalizando que a reconstrução e a supervisão política da Venezuela exigirão um compromisso prolongado de Washington. 
Além da reunião com Machado, a administração americana tem planejado encontros com grandes executivos do setor petrolífero, prevendo investimentos na ordem de US$ 100 bilhões para reconstruir a infraestrutura de petróleo venezuelana — um dos elementos centrais da política externa dos EUA na região. 
A participação de Machado no processo político pós-Maduro ainda é objeto de debate: apesar de seu perfil internacional e da premiação de prestígio, outras análises apontam que Trump questionou seu apoio dentro da Venezuela e considerou que ela ainda não tem respeito ou apoio suficientes no país para liderar uma transição completa. 
O encontro entre Trump e María Corina Machado, marcado para a próxima semana em Washington, será observado de perto como um possível sinal dos rumos da política americana em relação à Venezuela e das tensões geopolíticas na América Latina. 
