
Um grupo majoritário de senadores formalizou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O requerimento, endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, sustenta que o estado de saúde do ex-chefe do Executivo é “grave, complexo e progressivamente agravado”, o que tornaria incompatível a sua permanência sob custódia na sede da Polícia Federal, em Brasília.
O documento foi articulado pelo senador Wilder Morais (PL-GO) e, até o momento, reúne 41 assinaturas — número que configura maioria no Senado Federal. Os parlamentares alegam que Bolsonaro apresenta múltiplas enfermidades de natureza cardiovascular, digestiva, renal, respiratória e metabólica, parte delas decorrentes de sequelas permanentes do atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
No pedido encaminhado ao STF, os senadores afirmam que o quadro clínico do ex-presidente exige “monitoramento médico contínuo, vigilância permanente e resposta imediata a intercorrências”, condições que, segundo eles, não estariam plenamente asseguradas no atual regime de custódia. Por isso, defendem a substituição da prisão em unidade policial por prisão domiciliar, sob o argumento de caráter humanitário.
Entre os signatários estão nomes de diferentes partidos e regiões do país, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sergio Moro (União-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Pontes (PL-SP), Tereza Cristina (PP-MS) e Jorge Kajuru (PSB-GO), além do próprio autor do requerimento, Wilder Morais.
A iniciativa amplia a pressão política sobre o Supremo para uma reavaliação das condições da custódia de Jair Bolsonaro, que enfrenta investigações e medidas judiciais em curso. Caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar o pedido e decidir se as alegações médicas e humanitárias apresentadas pelo Senado justificam a mudança no regime de prisão do ex-presidente.