
Em meio à polêmica envolvendo a chegada da Carreta da Mulher ao município de Correntes, no Agreste Meridional de Pernambuco, o prefeito Edimilson da Bahia (PT) divulgou, na noite dessa segunda-feira (12), um novo vídeo para rebater as acusações de que teria proibido ou vetado a ação do Governo do Estado no município.
Segundo o gestor, é falsa a narrativa de que a Prefeitura teria impedido a instalação da unidade móvel. Edimilson desafiou aqueles que, segundo ele, continuam “reforçando a narrativa da proibição” a apresentarem provas, como ofícios, mensagens ou áudios que confirmem a suposta decisão da gestão municipal. Para o prefeito, as acusações não passam de “fake news”.
Edimilson explicou que o impasse ocorreu por conta do modelo de parceria proposto pelo Governo de Pernambuco. De acordo com ele, o Estado sugeriu a divisão das vagas de atendimento entre a regulação municipal e uma cota destinada a atendimentos sem critérios técnicos claramente definidos. O prefeito afirmou que a gestão não concordou com esse formato por entender que ele poderia abrir margem para uso político do serviço.
“O atendimento na rede municipal de saúde é feito de forma igualitária, sem distinção partidária ou favorecimento”, afirmou o gestor, ao justificar a resistência ao modelo apresentado pelo Estado.
Apesar das divergências, Edimilson garantiu que autorizou, ainda que de forma extraoficial, a instalação da Carreta da Mulher no centro de Correntes, assegurando o atendimento à população feminina do município entre os dias 12 e 14 de janeiro.
No vídeo, o prefeito também negou que tenha sido necessária qualquer intervenção policial para permitir a entrada da unidade móvel na cidade. Ele destacou ainda sua trajetória política e sua aprovação popular, em resposta às críticas que surgiram após o início da polêmica.
Ao final do pronunciamento, Edimilson colocou a Prefeitura de Correntes à disposição para colaborar com a ação do Governo do Estado e com outras iniciativas voltadas ao atendimento da população, reafirmando que a gestão municipal não tem interesse em criar obstáculos a políticas públicas, especialmente aquelas voltadas à saúde das mulheres.
