O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta quinta-feira (15) apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo Tarcísio, a direita estará unida em torno de um único nome. “A direita vai estar unida em torno de um nome. E o meu nome é o Flávio”, afirmou.
A declaração foi dada a jornalistas durante o lançamento das obras das alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo. Na ocasião, o governador também afastou qualquer possibilidade de disputar o Palácio do Planalto neste ano e reforçou que seu foco está na reeleição ao governo paulista. “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. Meu projeto é a reeleição”, declarou.
Tarcísio voltou a elogiar Flávio Bolsonaro e reiterou o apoio à pré-candidatura. “Para mim, o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato [ao Planalto] e tem o nosso apoio”, disse. A posição do governador ganha destaque após a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada na quarta-feira (14), que apontou Tarcísio como o nome mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
Também nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende cobrar manifestações públicas de apoio de aliados. Segundo o senador, cada liderança terá liberdade para definir o momento e a intensidade de participação na campanha. “As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”, afirmou.
O parlamentar reforçou que sua pré-candidatura está mantida e que foi uma indicação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, disse. Flávio também negou a existência de divisões no campo conservador. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, concluiu.
