Polícia Civil nega monitoramento indevido de secretário aliado de João Campos

Mário Flávio - 06.02.2026 às 20:01h

A Polícia Civil de Pernambuco se manifestou oficialmente nesta sexta-feira (6) para rebater a interpretação de que teria realizado monitoramento indevido contra o secretário de Articulação e Política Social do Recife, Gustavo Monteiro, aliado do prefeito João Campos. A repercussão surgiu após a divulgação de um ofício assinado pelo delegado-geral Felipe Monteiro Costa, enviado ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados.

Segundo a nota oficial emitida pela instituição, é “incorreta a interpretação de que a Polícia Civil admite ter realizado monitoramento indevido de aliados do prefeito João Campos sem investigação formal”, conforme publicado por veículos de imprensa na última segunda-feira (5).

A Polícia afirma que a apuração teve origem em uma denúncia anônima e que, por exigência legal, esse tipo de comunicação passa por uma etapa preliminar de verificação de verossimilhança — um procedimento técnico que não configura, por si só, investigação formal.

“A checagem preliminar não identificou elementos indiciários mínimos que justificassem a abertura de investigação criminal formal”, diz a nota.

Ainda segundo o posicionamento oficial, o ofício enviado ao escritório de advocacia não reconhece ilegalidades, nem aponta irregularidades. O objetivo do documento, de acordo com a instituição, foi esclarecer que os procedimentos adotados respeitaram os parâmetros legais e operacionais vigentes, dentro das práticas comuns a órgãos de inteligência em todo o país.

A secretaria comandada por Gustavo Monteiro também reforçou que toda denúncia, mesmo anônima, precisa ser apurada para verificar sua veracidade. O envio do ofício à banca de advogados teria ocorrido nesse contexto, com caráter de transparência sobre os métodos utilizados pelo setor de inteligência.

A Polícia Civil enfatizou, por fim, que as etapas de inteligência e verificação preliminar não equivalem à instauração de inquérito policial, nem produzem acusações formais. São, segundo a nota, ações de triagem técnica voltadas à prevenção de ilícitos, sem qualquer imputação de prática criminosa a pessoas específicas.

A instituição reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e os direitos fundamentais, destacando que todas as informações solicitadas estão sendo compartilhadas com o Ministério Público, no âmbito do controle externo da atividade policial, conforme prevê a Constituição Federal.