Republicanos e MDB no radar de Raquel

Mário Flávio - 26.02.2026 às 13:10h

A passagem da governadora Raquel Lyra (PSD) por Brasília, nesta semana, teve desdobramentos que vão além da agenda administrativa. Embora a reunião com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, tenha tratado de pautas institucionais, o cenário político de 2026 também entrou na conversa. Silvio, que preside o Republicanos em Pernambuco e é apontado como possível nome ao Senado na chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB), surge como peça estratégica no tabuleiro eleitoral.

De acordo com o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, em entrevista ao jornalista Ricardo Dantas Barreto, o momento é de diálogo amplo. Sem confirmar tratativas objetivas sobre uma eventual vaga ao Senado na base governista, ele admitiu que as conversas fazem parte de um processo maior de construção política. “Estamos dialogando com todos os atores. O Republicanos é uma legenda relevante em qualquer composição”, sinalizou, reforçando que a discussão sobre majoritária ficará para uma etapa posterior.

A prioridade do Palácio do Campo das Princesas, neste momento, é estruturar chapas competitivas para deputado federal e deputado estadual. Segundo Túlio, a definição da disputa ao Senado e demais cargos majoritários ainda não está no centro das decisões. A estratégia é fortalecer a base partidária e ampliar o leque de alianças antes de avançar para o desenho final do palanque.

Questionado sobre possíveis dificuldades na montagem da chapa majoritária, o secretário descartou qualquer entrave. A avaliação no entorno da governadora é de que há tempo político suficiente para consolidar apoios e ampliar o arco de alianças, fortalecendo o projeto de reeleição.

Outro movimento relevante da agenda em Brasília foi a aproximação com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Raquel esteve com o senador Fernando Dueire e conversou, ainda que informalmente, com o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi. A conversa ocorreu de maneira circunstancial, mas reforça o esforço de diálogo com setores que hoje não integram formalmente a base governista.

A sinalização é clara: o governo pretende reduzir resistências e, se possível, atrair o MDB para uma composição futura. O discurso oficial é de que não há distinção de interlocutores neste momento. A orientação é conversar com todos, ampliando pontes e evitando o isolamento político.

Com Republicanos e MDB na pauta, Raquel Lyra demonstra que a disputa de 2026 já começou nos bastidores — e que a construção de alianças será tão decisiva quanto a gestão administrativa no caminho para a reeleição. A conferir.

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