Direção do PT trata como decisão individual assinatura de Osmar Ricardo em pedido de CPI no Recife

Mário Flávio - 02.03.2026 às 16:04h

O presidente estadual do PT em Pernambuco, Carlos Veras, afirmou ter sido surpreendido com a decisão do vereador Osmar Ricardo de assinar o requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara do Recife. O pedido tem como objetivo apurar a nomeação de um procurador para vaga destinada a pessoa com deficiência na Procuradoria do Município.

Com a 13ª assinatura, formalizada nesta segunda-feira (2), o requerimento apresentado pelo vereador Thiago Medina (PL) alcançou o número mínimo necessário e pôde ser encaminhado à Presidência da Câmara Municipal do Recife.

De acordo com Carlos Veras, o tema não foi debatido internamente pelo partido. “Esse assunto não foi discutido pelo PT no Recife, nem na bancada de vereadores e nem na Federação Brasil Esperança. Osmar me comunicou depois de ter assinado e ele é que pode esclarecer os motivos. Quinta-feira, quando voltar de Brasília, vamos conversar para entender essa decisão pessoal dele”, declarou.

Para o dirigente estadual, o debate em torno da CPI perdeu força após a anulação da nomeação do advogado Lucas Vieira Silva pelo prefeito João Campos (PSB). Além disso, a maioria dos vereadores rejeitou o pedido de impeachment relacionado ao caso, o que, na avaliação de Veras, esvaziou o tema.

Questionado sobre possíveis impactos da assinatura de Osmar Ricardo nas articulações políticas entre PT e PSB, especialmente pelo fato de o vereador presidir o partido na capital, Veras minimizou qualquer tensão. Segundo ele, as tratativas de alianças seguem em âmbito nacional e não devem ser afetadas pelo episódio local.

O presidente estadual do PT também ressaltou que Osmar Ricardo tem atuado na defesa dos servidores municipais e que a mesa de negociação com a categoria permanece aberta. “Nisso estamos juntos para garantir as melhores conquistas para os servidores”, afirmou.

O episódio ocorre em meio às movimentações políticas que antecedem o calendário eleitoral de 2026, período em que alianças e posicionamentos partidários começam a ser observados com mais atenção nos bastidores da política pernambucana.