O prefeito do Recife, João Campos (PSB), comentou nesta terça-feira (3) o pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentado na Câmara Municipal e classificou a iniciativa como uma movimentação com viés político. Segundo ele, a decisão do presidente da Casa, Romerinho Jatobá (PSB), de encaminhar o arquivamento do requerimento evitou que o tema se transformasse em um “palco eleitoral”.
A proposta de CPI foi protocolada pelo vereador Thiago Medina (PL), que reuniu 13 assinaturas suficientes para viabilizar a tramitação do pedido. O objetivo seria apurar questionamentos relacionados a um concurso público, episódio que gerou debate político nas últimas semanas.
De acordo com João Campos, a situação já teria sido resolvida na esfera administrativa. Ele destacou que o candidato que questionou o resultado do certame já tomou posse e exerce atualmente a função de procurador do município. Para o prefeito, as medidas técnicas necessárias foram adotadas e o assunto não justificaria a instalação de uma investigação parlamentar neste momento.
João Campos ainda argumentou que o contexto eleitoral contribui para a ampliação de disputas políticas e defendeu que a condução do tema deve priorizar critérios técnicos, evitando embates que, segundo ele, poderiam ter caráter meramente midiático.
REUNIÃO COM PRESIDENTE DO PT
Em meio ao cenário local, o prefeito também confirmou que participa, nesta quarta-feira, de reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para discutir a construção de palanques conjuntos em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo João Campos, o encontro deve tratar de alinhamentos partidários e consolidar estratégias para os próximos 30 dias, período considerado decisivo para filiações e articulações políticas. Atualmente, alianças entre PSB e PT já estão firmadas em cerca de 15 estados, e novas composições ainda podem ser oficializadas.
O prefeito ressaltou que o objetivo é fortalecer os palanques regionais em defesa do projeto nacional liderado por Lula, reforçando a articulação entre os partidos em um cenário pré-eleitoral cada vez mais movimentado.

