Raquel segue reclamando de falta de diálogo e não garante dobradinha com Wolney para 2014

Mário Flávio - 06.07.2013 às 09:25h

Reportagem de Wagner Gil

A deputada estadual Raquel Lyra (PSB) foi sabatinada no programa Mesa redonda, que vai ao ar pela Rádio Cultura AM (1130), todas as sextas-feiras, com a coordenação do experiente José Almeida. O encontro contou com a participação dos jornalista Risoni Santos e César Lucena, além de responder perguntas de ouvintes e internautas que participaram pelas redes sociais e telefone. Prestigiaram a entrevista da deputada no estúdio da emissora os vereadores José Aílton (PDT) e Lula Torres (PR), além de alguns assessores, entre eles, seu chefe de gabinete José Pereira de Souza, ex-presidente da Fundação de Cultura e Turismo. Na apresentação do currículo da socialista, Risoni Santos destacou sua atuação no serviço público como advogada do BNB aos 22 anos, além de ter sido também delegada da Polícia Federal (25 anos) e Procuradora do Estado, todos os cargos conquistados através de concurso público.

Na abertura de sua fala, Raquel fez uma explanação do Governo Eduardo Campos, destacou a participação popular através do programa ‘Todos por Pernambuco’. ” No seu primeiro governo entre 2007 e 2010, Eduardo elencou algumas prioridades, entre elas, a Secretaria Especial da Mulher, um fato inédito no país. Nessa segunda gestão, nós precisávamos dar um olhar especial aos jovens e adolescentes, então foi criada a Secretaria da Criança e Juventude. O foco principal era dar um olhar diferenciado a um público do zero aos 29 anos, uma secretaria que olhasse para as pessoas. Hoje 55% da população está nessa faixa etária”, explicou Raquel Lyra. ” O governador aproveitou o bom momento que o Estado e o país estava vivendo criando essa secretaria, um fato também inédito no país. Recebi muitos telefones de outros estados querendo seguir nosso modelo, já que foi a primeira secretaria no país com essa finalidade”, completou.

Eleita deputada estadual em 2010, Raquel Lyra foi convocada pelo governador Eduardo Campos para criar a Secretaria da Criança e Juventude, ficando dois anos a frente da pasta. Nesse período ela desenvolveu uma série de projetos importantes, entre eles, o Programa Minha Certidão que tem como foco principal interligar as maternidade aos cartórios. Esse programa inclusive foi reconhecido e premiado pela Unicef. Ela também falou das rebeliões que ocorreram quando estava a frente da pasta. ” essas questões de rebeliões é importante falar, mas precisamos fazer uma reestruturação na Funase para isso enfrentamos várias barreiras”, explicou a socialista. Segundo ela, foi preciso fazer um amplo estudo, para que os trabalhos e ações desenvolvidas dessem resultados.

“Primeiro tivemos que ter uma visão do sistema, fazer um raio x do menor e adolescente, unificar os modelos sócio-educativo e nós fizemos isso. Criamos concurso, seleção simplificada e até uma gratificação diferenciada ao professor que vai dar aulas dentro da unidade, com o salário chegando a quase a dobrar. Fizemos treinamento de capacitação para mais de 500 professores. Conseguimos ainda colocar cerca de R$ 80 milhões mo Plano Plurianual para ser investido. É uma setor muito complicado. Não existe solução fácil para problema difícil”, disse Raquel Lyra.

A deputada também foi indagada sobre as manifestações que estão ocorrendo país a fora. ” Essa é uma questão muito importante. Governar ouvindo a população e o governador Eduardo Campos já falava isso quando ele pediu um novo pacto federativo. Antes o Governo Federal repassava cerca de 70% do arrecada para estados e municípios. Hoje esse repasse é em torno de 30%.

INVESTIMENTOS – Raquel destacou ainda uma série de investimentos do Governo do estado em Caruaru, com destaque para construção das UPA, UPA Especialidades, Hospital da Mulher, Hospital Mestre Vitalino, reforma nos hospitais São Sebastião, Regional do Agreste e Jesus de Nazareno. ” ” Esse investimentos na área da saúde, foram enormes. Em Recife foram três hospitais metropolitanos, várias UPAS. Sabemos que em algumas áreas é preciso mais investimentos, como a Educação por exemplo, mas não podemos vir com discurso fácil”, disse a socialista. Em relação à reforma política, ela disse que criou-se no país uma grande discussão jurídica, mas que é preciso aproveitar o momento para discutir conteúdo. “A reforma é de conteúdo, temos que ouvir o sentimento da população e transformar em conteúdo”, explanou aos ouvintes da Rádio Cultura.

POLÍTICA – Na questão política local sugiram algumas perguntas em relação ao prefeito José Queiroz e a parceria com o deputado federal Wolney Queiroz, para o pleito de 2014. Raquel reafirmou que continua sem ter uma participação efetiva na administração em Caruaru e sem participar de nenhuma reunião. Nas eleições do ano passado, ela e seu pai, o vice-governador João Lyra Neto, publicaram notas nos principais jornais do Estado e da cidade, afirmando que não votariam em José Queiroz, porque não havia diálogo com o gestor municipal. ” Apesar de tentarmos, nunca fomos ouvidos, então tomamos aquela posição (não participar da campanha) que foi muito difícil”, recordou. Indaga se faria novamente parceria com o deputado federal Wolney Queiroz (PDT), ela foi direta. ” Precisamos dialogar durante o mandato, não apenas em época de eleição”, finalizou.