A verdadeira educação não pode ter sequência sem a teoria e, o ativismo, sem uma ideologia e pessoas que o levem adiante. O coração do homem junto com a ação e o intelecto, geram seu princípio de discernimento. O jornalista norte-americano Mencken escreveu: “Tudo [que o governo] consegue ver numa ideia original é uma mudança em potencial e, portanto, uma invasão de suas prerrogativas. O homem mais perigoso, para qualquer governo, é o homem capaz de chegar a uma conclusão sobre as coisas por si mesmo.”
Da mesma forma que a teoria precisa ser levada à atenção do público, ela também precisa de pessoas que empunhem a bandeira, discutam, suscitem debates e levem adiante a mensagem para um público cada vez maior. Novamente, tanto a teoria quanto o movimento se tornarão fúteis e estéreis sem que um ajude o outro; a teoria morrerá na praia se não contar com um movimento autoconsciente que se dedique a difundir a teoria e sua meta. Já o movimento se tornará uma mera ação sem sentido se perder de vista a ideologia e a meta que tem como alvo.
Não é necessário apenas educar os outros; uma autoeducação contínua também é (igualmente) necessária.
Pensar, argumentar e contribuir são sinais vitais para que possamos nos defender e inibir a ação do estado sobre nós, para que diminua e desmistifique que os nossos atos contra o governo é oposição à sociedade. Devemos querer espaço para desenvolver nossas faculdades sob império da justiça. Dessantificar que a escravidão escondida, a restrição e o monopólio são defensores da sociedade quando, na verdade, ela viola os nossos direitos e não os garante.
Um movimento florescente, que conte com um senso de comunidade, é o melhor antídoto contra o abandono da liberdade como sendo uma causa perdida ou impraticável, contra uma voz caquética que convenceram você que ela é sua, contra o futuro descrente que o governo representa. E contra esse autoritarismo disfarçado de figura paterna.
“A liberdade não pode ser bem sucedida sem uma teoria sistemática equivalente e contrastante” (Murray Rothbard)
*Jessica Ribeiro – Coordenadora do Grupo de Estudos Libertários Mandacaru