Militares vão decidir nesta sexta se decretam ou não greve em Pernambuco

Mário Flávio - 08.12.2016 às 09:02h

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Integrantes da Associação de Cabos e Soldados e membros da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Pernambuco farão uma assembleia nesta sexta-feira (9), no Recife, para decidir se fazem ou não uma paralisação por tempo indeterminado.

Eles reivindicam do Governo do Estado as mesmas vantagens concedidas aos membros da Polícia Civil (revisão do Plano de Cargos e Carreiras).

As associações se queixam de que não fazem mais parte de “mesa de negociação” instituída pelo Governo do Estado, que só negocia a partir de agora com os chefes das corporações, ou seja, com o comandante da PM e com o comandante do Corpo de Bombeiros.

Integrante da PM, o deputado estadual Joel da Harpa (PTN) está atuando na Assembleia Legislativa em defesa de um acordo entre o governo e as associações dos militares.

Paralelamente a isto, a bancada de Oposição divulgou nota nesta quarta-feira (7) cobrando do Governo do Estado a reabertura do diálogo com as associações dos policiais e bombeiros militares.

Segundo a nota, “o tensionamento das relações entre a categoria, o comando da corporação e o Poder Executivo não interessa ao Estado, aos servidores, nem tão pouco à sociedade pernambucana, principalmente num momento de crescimento da violência”.

Vice-líder da Oposição, Joel da Harpa propôs ao Estado o “resgate” da mesa permanente de negociação com a categoria e a criação de uma frente parlamentar em defesa dos policiais.

“É preciso que o Governo reabra o diálogo com as Associações e os comandos da corporação, como sempre funcionou, e sinalize até a próxima sexta-feira (9) como se darão as negociações para evitar um impasse”, disse o parlamentar.

“Não é apenas a questão salarial que está em jogo, são também as condições de trabalho e o combate à criminalidade. A política do constrangimento não vai resolver o impasse. O entendimento só será construído com o diálogo e é esta a sinalização que o Governo do Estado precisa fazer”, disse Sílvio Costa Filho (PRB), líder da bancada da oposição.