O presidente da Câmara de Caruaru, Bruno Lambreta (PSDB), passou por um teste de fogo na sessão de ontem na Casa. Com as galerias lotadas de manifestantes ele soube conduzir a sessão, mas teve alguns momentos em que ficou impaciente com o barulho vindo das galerias.
Antes das falas, o tucano usou à Tribuna e destacou que a Câmara defende a bandeira da igualdade. O discurso de Bruno foi bem recebido pelos manifestantes. Outro ponto alto foi a liberação pelo presidente da Casa para que a advogada Michelle Santos falasse por 10 minutos na Casa. Ela que é ligada ao mandado das deputadas Juntas criticou as falas dos vereadores Val e Galego de Lajes e disse que opinões não podiam ser dadas na base do achismo. Foi bastante aplaudida pelos presentes.
Nos momentos tendos, como por exemplo, na fala do Cabo Cardoso (PP), que foi bastante interrompida pelos presentes, Bruno exigiu que o vereador concluísse a fala dele. Ele ainda suspendeu a sessão por 10 minutos e conseguiu que o parlamentar terminasse a fala, com o argumento que o Regimento Interno não permite manifestação nas galerias.
Por fim, conduziu as votações da ordem do dia e fez com que a sessão terminasse, mesmo após tanta tensão, de forma tranquila.
No fim, Bruno sem justifica foi embora e não falou com os jornalistas. Até agora ninguém entendeu o motivo, já que ele conduziu a sessão tão bem e uma fala de dois ou três minutos não iria mudar muita coisa. Do mesmo jeito que o vereador usou o argumento que o Regimento não permite as manifestações nas galerias, ele precisa explicar o que diz o documento sobre a conduta dos vereadores, principalmente sobre as falas de Val, que segue dizendo desconhecer o racismo.