Aldo Rebelo lança pré-candidatura à presidência

Mário Flávio - 01.02.2026 às 11:16h

A Democracia Cristã (DC) oficializou neste sábado (31), em São Paulo, a pré-candidatura do ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência da República. O lançamento ocorreu durante um evento partidário e marcou o início da movimentação da sigla para a disputa eleitoral nacional.

Em seu discurso, Rebelo fez críticas ao que classificou como ausência de projetos estratégicos para o aproveitamento dos recursos naturais do país. Segundo ele, entraves burocráticos e a atuação de organizações não governamentais, aliadas ao ativismo ambiental, têm dificultado o desenvolvimento econômico, especialmente em áreas consideradas estratégicas.

Com passagem pelos ministérios nos governos Lula e Dilma Rousseff, Aldo Rebelo se afastou da esquerda nos últimos anos e passou a se aproximar de pautas defendidas pela direita, sobretudo as relacionadas à soberania nacional. Ele também tem adotado uma postura crítica em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao apontar o que considera interferência do Judiciário nas atribuições do Executivo e do Legislativo.

No cenário político paulista, Rebelo integrou a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), onde ocupou a Secretaria de Relações Internacionais no fim do primeiro mandato, após deixar o PDT e se filiar ao MDB. Em 2023, ingressou na Democracia Cristã e passou a ser citado como possível candidato à Presidência após o afastamento de José Maria Eymael, histórico nome da legenda.

Durante o evento, o pré-candidato defendeu a retomada da capacidade do Brasil de explorar suas próprias riquezas, com ênfase na Amazônia. Ele afirmou que a região estaria paralisada por restrições que impedem o desenvolvimento e lembrou que o país ocupa posição de destaque mundial na produção de terras raras, ao lado da China. Para Rebelo, o Brasil possui grande potencial econômico, mas enfrenta limitações impostas por decisões políticas e ideológicas.

Aldo Rebelo também criticou políticas adotadas na Região Norte, que, segundo ele, têm comprometido novas fronteiras agrícolas e minerais. O ex-ministro questionou demarcações de terras indígenas e a criação de unidades de conservação em áreas produtivas, argumentando que tais medidas impactam diretamente a produção de alimentos.

Ao encerrar o discurso, Rebelo destacou a relevância do agronegócio para a economia nacional. Na avaliação do pré-candidato, o país atravessa um processo acelerado de desindustrialização e só mantém certo equilíbrio econômico graças à força da agroindústria e da agropecuária, setores que, segundo ele, seguem gerando empregos e sustentando a atividade urbana.