Mesmo diante das decisões da Justiça Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF), parte da base bolsonarista continua apostando em uma candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026 — cenário juridicamente impossível. A insistência repete a postura adotada pelo PT em 2018, quando o partido manteve o nome de Lula na disputa até o limite, mesmo com a inelegibilidade do petista à época.
A declaração mais recente veio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante um evento do PL Mulher. Segundo ela, Bolsonaro seria “o único nome da direita” capaz de enfrentar o presidente Lula (PT). O discurso, contudo, ignora o fato de que o ex-presidente foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na chamada “trama golpista”.
A falta de renovação de lideranças na direita tem preocupado analistas e aliados do próprio campo conservador, que veem a ausência de uma alternativa viável como um dos principais entraves para 2026. Enquanto isso, a esquerda se mobiliza em torno da reeleição de Lula, que deve disputar com uma ampla base de apoio consolidada. Nomes como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Paraná, Ratinho Júnior e Goiás, Ronaldo Caiado, além de Zema, de Minas, poderiam ser opções, mas o núcleo duro bolsonarista insiste no nome do ex-presidente, algo que só será possível na cabeça deles.
