Álvaro marca votação do novo empréstimo de R$ 1,7 bilhão solicitado pelo Governo de Pernambuco

Mário Flávio - 12.11.2025 às 16:43h

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), anunciou que colocará em votação, na próxima terça-feira (18), o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a contratar um novo empréstimo no valor de R$ 1,7 bilhão. A informação foi confirmada por meio de nota oficial encaminhada à imprensa nesta quarta-feira (12).

O novo pedido de crédito suplementar reacende um debate que já mobilizou fortemente o Legislativo estadual ao longo deste ano. Em agosto, a Alepe viveu uma verdadeira batalha política em torno da autorização de outro empréstimo — este de R$ 3,4 bilhões junto ao Banco do Brasil — solicitado pela governadora Raquel Lyra (PSD). A matéria foi aprovada após semanas de impasse entre governo e oposição, com acusações de falta de transparência, cobrança de detalhamento sobre o uso dos recursos e discussões sobre os limites de endividamento do Estado.

Na ocasião, o presidente Álvaro Porto defendeu que a Assembleia cumpriu seu papel de garantir rigor na análise e na votação de uma operação financeira de grande porte, destacando a importância da fiscalização sobre a aplicação dos valores. Agora, com o novo pedido do Executivo, o clima de tensão política tende a se repetir, já que parte dos parlamentares deve exigir novamente explicações sobre a destinação dos recursos e o impacto da dívida nas contas públicas.

De acordo com a nota enviada nesta quarta, Porto reforçou o compromisso da Mesa Diretora com a transparência e com o regular funcionamento do processo legislativo. “O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, informa que, na próxima terça-feira (18.11), colocará em pauta, para votação no plenário, o projeto de lei em que o governo do estado solicita a autorização para empréstimo de R$ 1,7 bilhão”, diz o comunicado.

A expectativa é de que o debate em plenário reúna discursos acalorados, tanto de governistas, que defendem a necessidade de novos investimentos para destravar obras e programas do Juntos pela Reconstrução, quanto de oposicionistas, que alertam para o crescimento do endividamento estadual e pedem mais clareza na execução orçamentária.

A sessão da próxima terça deve marcar mais um capítulo da relação tensa entre o Palácio do Campo das Princesas e o Legislativo, em um momento em que o governo busca consolidar apoio político e garantir fôlego financeiro para 2026.