Artigo – A incoerência de Paulo Rubem e do PSOL – por Marcelo Aprígio*

Mário Flávio - 15.04.2017 às 11:01h

Não é novidade pra ninguém que o PSOL de Edílson Silva é incoerente em tudo o que faz e diz. Como reforço dessa imagem, o recém filiado ao PSOL, o ex-deputado Paulo Rubem Santiago, saiu atirando nos nomes pernambucanos que saíram na lista de Fachin, até ser informado por um seguidor de sua página que o seu nome constava na referida lista.

Após isso, o ex-companheiro na chapa de Armando Monteiro nas eleições de 2014, veio com um discurso diferente, dessa vez mais sério, claro. No entanto, incoerente. Dizendo que não deveríamos entrar no “ôba ôba de sempre”, que investigado não é condenado e etc. Afinal, agora ele está no tribunal das ruas e das redes, o que deve ter lhe obrigado a lembrar da máxima: quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Paulo Rubem parece esquecer de tudo o que fez em 2014, quando só faltou chamar Eduardo Campos de corrupto após sua morte, levantando questionamentos que parecem, hoje, não lhe fazer sentido, pois foram baseados em situação similar a que, hoje, ele está encaixado, na qual um criminoso acusa alguém sem as devidas provas.

Diante de tudo isso, o PSOL de Pernambuco, que se arvorava como o paladino da ética e da justiça, emitiu uma nota que coloca o partido como instituição similar ao ex-presidente José Sarney, que citou, em certa ocasião, Maquiavel: “aos amigos tudo, aos inimigos o rigor da lei.”

Esse é o mesmo PSOL que pediu que o MPE investigasse as contas da campanha Paulo Câmara por acreditar que o governador poderia ter ligação com corrupção. E agora faço o questionamento: porque o PSOL de Pernambuco não pede ao MPE que investigue as contas de Paulo Rubem?

Para Santiago, o PSOL destina a confiança na conduta proba do filiado. Para os adversários, o PSOL destina a alcunha de corrupto. E para nós, que vemos isso de fora, o PSOL reafirma sua identidade incoerente.

* Marcelo Aprígio – Estudante de Jornalismo na UFPE e vereador jovem do Recife.