A reunião ordinária da Câmara Municipal de Caruaru desta quinta, 19, reservou um momento para o senador Douglas Cintra (PTB) trazer um breve relatório de suas atividades ao longo deste ano no senado e também debater com os vereadores presentes sobre a conjuntura política nacional e local.
Por feliz e oportuna iniciativa do vereador Jaelcio Tenório (PRB), o fato trouxe a Casa Jornalista José Carlos Florêncio o clima do parlamento em suas origens, quando se reunia para falar (parlar) com o objetivo de discutir e criar regras de convivência que garantiriam a satisfação dos seus interesses. Sabe-se que a ideia de Parlamento é anterior a criação do Estado organizado, já existia por volta de 1400 a.C., entre os hebreus como órgão consultivo quando Moisés, ao liderar o seu povo na busca da terra prometida, buscava entre os mais idosos, opiniões e soluções.
Cintra fez um discurso breve, com exibição em data show, dessas ações e, logo depois, começou a ouvir os edis sobre suas inquietações e colocações a cerca do momento atual. Embora a cena nacional não tenha ficado de fora, a maior parte das questões levantadas foram problemas que afetam diretamente o cotidiano de nosso povo, tanto na zona rural como urbana.
Em geral, todos reconhecem tranquilamente o papel extremamente relevante nas questões nacionais que Cintra desempenha, ajudando a resgatar a credibilidade junto à sociedade. Também é visível sua boa articulação com membros dos demais poderes, no sentido de fazer valer o Estado Democrático de Direito, submetendo o Poder de Governo às limitações da lei e regulando a vida em sociedade, como deve ser.
A nova geração de políticos de que o país precisa está nesta linha, combinando o compromisso contínuo com o discernimento moral, a humildade no próprio comprometimento e a disponibilidade interior para emitir juízos mais elevados.
A postura reconhecida de forma praticamente unânime, de Cintra, fundamenta a impressão de que temos alguém no senado trabalhando para resolver os problemas da maior parte da sociedade, ao contrário de outros que estão estranhos e distantes em relação ao território que deveriam representar.
Percebe-se que ao longo de seu mandato transforma o senado em uma estrutura de representação dos organismos regionais e locais, sabendo agir com diplomacia política, quando necessário, e com uma equipe técnica de alto nível, fiel e profissional, destacando-se nas comissões que participa.
Em tempos em que os muitos escândalos revelam os cidadãos que se escondem atrás da fachada da respeitabilidade, poder ainda identificar lideranças que concebem a política como uma forma elevada de caridade e de vida vivida como serviço, é animador. Se não, de pouco valerão renovar os mecanismos eleitorais nem reformar as estruturas do sistema institucional.
Ainda que insistam em trazer o debate para o pleito do próximo ano, percebe-se claramente que o foco de Cintra é sua missão atual, que entre tantas outras tarefas é representar Pernambuco, fazer emendas orçamentárias para socorrer seu estado e municípios do mesmo, propor, discutir e aprovar leis que vigoram em todo o país e aprovação do Orçamento da União.
Na sessão de ontem, ainda sob ouvidos e olhares atentos, já próximo à meia-noite, Cintra despedia-se agradecendo. E entre as muitas falas daquela assembléia, guardei na lembrança a do vereador Demóstenes Veras que o entrevia como o “presente que Caruaru aguarda para 2016”. O tempo dirá!
*Paulo Nailson é colaborador
