Com o fim da janela partidária neste sábado, a composição das bancadas na Assembleia Legislativa de Pernambuco já está praticamente consolidada e aponta para uma nova correlação de forças no cenário político estadual. As movimentações registradas até a noite da sexta-feira indicam mudanças significativas, com destaque para o crescimento de alguns partidos e o encolhimento de outros.
A maior bancada da Casa será da Federação União Progressista (PP/União Brasil), que chega a 12 deputados, sendo 11 do PP e um do União Brasil. Logo atrás, aparece um empate técnico entre o PSD, partido da governadora Raquel Lyra, e a federação formada por PT, PV e PCdoB, ambos com oito parlamentares cada.
O segundo bloco mais numeroso reúne Podemos e PSB, com sete deputados cada. Já o PL terá três representantes, enquanto MDB e Republicanos ficam com duas e uma cadeira, respectivamente. O Novo também passa a ter presença na Alepe com um deputado.
Entre as principais mudanças registradas nos últimos dias, o Podemos foi o partido que mais cresceu, saindo do zero para uma bancada de sete deputados. A legenda recebeu reforços importantes, como Jeferson Timóteo, que deixou o PP, e Mário Ricardo, que saiu do Republicanos.
Por outro lado, o Republicanos foi um dos mais afetados, reduzindo sua bancada e ficando apenas com o deputado Junior Matuto. A sigla perdeu nomes como William Brígido, que migrou para o PSD, além do próprio Mário Ricardo.
Outro movimento de destaque foi a troca de partido do deputado Romero Albuquerque, que havia se filiado ao PSB há poucos dias, mas acabou ingressando no PP, reforçando a maior bancada da Casa.
Composição das bancadas
A Federação União Progressista reúne os deputados Kaio Maniçoba, Cleiton Collins, Dannilo Godoy, Gleide Ângelo, Francis Hacker, Joel da Harpa, Adalto Santos, Junior de Tércio, Henrique Filho, Claudiano Martins, Romero Albuquerque e Antonio Coelho.
Já a federação PT/PV/PCdoB conta com cinco parlamentares do PT — João Paulo, Rosa Amorim, Doriel Barros, Dani Portela e João Paulo Costa — e três do PV: Gilmar Junior, João de Nadegi e Joaquim Lira.
O PSD passa a contar com Antonio Moraes, Socorro Pimentel, Débora Almeida, Izaías Régis, Joãozinho Tenório, Aglailson Victor, Romero Sales e William Brígido.
No PSB, a bancada é formada por Simone Santana, Sileno Guedes, Waldemar Borges, Francismar Pontes, Eriberto Filho, Diogo Moraes e Rodrigo Farias.
O Podemos reúne Luciano Duque, Gustavo Gouveia, Wanderson Florêncio, Fabrizio Ferraz, Edson Vieira e Jeferson Timóteo.
O PL terá Alberto Feitosa, Abimael Santos e Nino de Enoque. Já o MDB conta com Álvaro Porto e Jarbas Filho. O Republicanos fica com Junior Matuto, enquanto o Novo passa a ser representado por Renato Antunes.
Novo cenário político
A nova configuração da Alepe reforça o peso da Federação União Progressista nas votações e amplia a base de sustentação do governo estadual, ao mesmo tempo em que reorganiza os blocos de oposição. O crescimento do Podemos e a consolidação do PSD como uma das maiores bancadas também redesenham o equilíbrio interno da Casa.

