
Apesar dos números serem favoráveis ao ex-presidente Lula na disputa presidencial com ele a frente de Jair Bolsonaro na disputa pela presidência o atual gestor do Brasil é o grande vitorioso na eleição do domingo passado.
Sob a tutela dele o Congresso será o mais conservador dos últimos tempos, com a direita tendo representantes mais ideológicos e com perfis de fidelidade ao presidente.
Só o PL, partido de Bolsonaro, elegeu 99 deputados, ficando com a maior bancada. O número também foi expressivo na eleição para o senado, com a legenda emplacando vários ex-ministros dele. O único que não obteve êxito foi Gilson Machado em Pernambuco.
Partidos mais à direita também fizeram boas bancadas, como é o caso do União Brasil e PP, bem como o PSD e MDB, que possuem alas bolsonaristas. Sem falar no PSDB, também com deputados simpáticos ao presidente.
Ele ficou com a possibilidade de eleger os presidentes da Câmara e Senado, mesmo que o ex-presidente Lula. Sem falar ainda na eleição dos governadores aliados de Bolsonaro que venceram ou os que foram para o segundo turno.
Ainda há os equívocos dos institutos de pesquisas, que foram os maiores derrotados na eleição desse ano e reforçaram a tese do próprio Bolsonaro, que errariam e de fato erraram.
Ex-aliados de Bolsonaro, como a jornalista Joice Hasselman e o ator Alexandre Frota, e os irmãos Weintraub, sofreram derrotas em São Paulo, já aliados conseguiram manter os mandatos ou chegar na Câmara.
Por fim, o deputado mais votado no Brasil, Nicolas, de Minas Gerais, teve mais de 1.3 milhão de votos e defende a pauta Bolsonarista.
Com todos esses fatores citados acima não há dúvidas, que o Bolsonarismo saiu fortalecido e a direita agora tem no atual presidente o nome mais forte.