
A Câmara Municipal de Olinda rejeitou, nesta quinta-feira (5), os seis pedidos de impeachment apresentados contra a prefeita Mirella Almeida (PSD). Quatro das solicitações haviam sido protocoladas um dia antes pelo advogado e ex-candidato a prefeito do município, Antônio Campos. Com a decisão, nenhuma das denúncias avançou para a abertura de processo de impedimento.
Após a rejeição no Legislativo, Antônio Campos afirmou que mantém outras frentes jurídicas em andamento. Entre elas, ações populares que questionam a decoração natalina do município, por supostas irregularidades, e a coleta de lixo, além de uma ação contra o ex-prefeito Lupércio e outros investigados por indícios de uso da máquina pública para sustentar uma estrutura de caráter assistencialista ligada a interesses eleitorais. Sobre esses mesmos fatos, também foi protocolada uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
Em nota divulgada após a análise dos pedidos, a prefeita Mirella Almeida afirmou receber a decisão com tranquilidade e ressaltou que não se sente ameaçada pelas iniciativas. Segundo a gestora, o uso recorrente de pedidos de impeachment tem caráter político e busca criar instabilidade administrativa. Mirella destacou ainda que sua gestão atua dentro da legalidade, com respaldo técnico e jurídico, e que ações semelhantes movidas anteriormente pelo mesmo autor já foram rejeitadas pelo Poder Judiciário.
A prefeita também reforçou que seguirá focada na administração da cidade e na entrega de resultados à população, evitando que disputas políticas interfiram no andamento da gestão municipal. Ela lembrou que, em todas as ações judiciais já analisadas, obteve decisões favoráveis e não sofreu condenações relacionadas às acusações apresentadas.
O episódio remete a um cenário já vivido anteriormente em Olinda. Em junho de 2025, ainda no primeiro ano do mandato de Mirella Almeida, a Câmara Municipal rejeitou, por 13 votos a 2, a abertura de outro processo de impeachment contra a prefeita e o vice-prefeito. Naquela ocasião, os votos favoráveis ao impedimento partiram dos vereadores Alessandro Sarmento (PL) e Eugênia Lima (PT), enquanto houve duas abstenções. O pedido, assim como agora, também havia sido apresentado por Antônio Campos.