
Com a chegada do fim de ano e das festas de Natal e Ano Novo, as expectativas de aumento nas vendas e na produção voltam a movimentar o mercado de trabalho em Caruaru. Segundo o auditor do Ministério do Trabalho e Emprego no município, Francisco Reginaldo, esse é um período em que os empresários reforçam suas equipes para atender à elevação natural do consumo.
“Como acontece todos os anos, o aumento das vendas e da produção, especialmente nos setores do comércio, indústria e serviços, impulsiona as contratações temporárias. É um movimento sazonal, mas muito importante, pois gera oportunidades para quem busca renda extra ou quer voltar ao mercado de trabalho”, explicou o auditor.
Caruaru, por concentrar um dos polos econômicos mais dinâmicos do Nordeste — com destaque para a Feira da Sulanca e o Polo de Confecções do Agreste —, se posiciona entre os principais municípios da região em geração de empregos temporários. Em 2024, aproximadamente 4.800 trabalhadores foram contratados nessa modalidade.
“O comércio é o setor que mais contrata, responsável por cerca de 58% das vagas temporárias. A indústria responde por 30% e o setor de serviços por 12%. Esses números mostram o quanto o período é estratégico para a economia local”, detalhou Reginaldo.
As contratações temporárias geralmente começam em outubro e se estendem até dezembro, com duração média de três meses. O auditor lembra que, apesar de temporárias, essas contratações devem seguir todas as regras da legislação trabalhista, garantindo os mesmos direitos dos empregados efetivos.
“Esses trabalhadores precisam ter a carteira assinada e contam com direitos como salário equivalente ao da função, vale-transporte, FGTS, jornada diária de oito horas e indenização proporcional ao término do contrato. A legislação é clara nesse ponto”, reforçou o auditor do Ministério do Trabalho.
Para 2025, a expectativa é de estabilidade na geração de postos de trabalho temporários em Caruaru.
“Nossa avaliação é que as contratações devem alcançar números semelhantes aos de 2024, podendo variar até 5% para mais. Mesmo em um cenário de cautela, a tendência é positiva e mantém o município entre os que mais oferecem oportunidades nessa época do ano”, afirmou Reginaldo.
Além do impacto imediato na economia, o auditor destaca que entre 10% e 15% dos trabalhadores temporários acabam sendo efetivados após o fim dos contratos.
“Esse percentual de efetivação é muito relevante, porque mostra que o trabalho temporário também pode ser uma porta de entrada para o emprego permanente. Muitos trabalhadores começam nesse período e acabam sendo incorporados ao quadro fixo das empresas”, concluiu Francisco Reginaldo.