Cidadania volta para o comando de Roberto Freire

Mário Flávio - 20.03.2026 às 09:02h

Uma nova movimentação judicial trouxe mais um capítulo à disputa pelo controle nacional do partido Cidadania. Nesta quinta-feira (19), o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Rômulo Mendes de Araújo, decidiu encaminhar o processo ao colega Firmo Reis Soub, que já vinha conduzindo decisões favoráveis ao grupo ligado ao ex-presidente da legenda, Roberto Freire.

Na decisão, o magistrado entendeu que o agravo de instrumento apresentado por Comte Bittencourt, com pedido de segredo de justiça, não deveria ter sido analisado de forma independente, já que havia outro recurso semelhante em tramitação no mesmo tribunal. Diante disso, Rômulo Mendes reconheceu a competência do desembargador Firmo Reis Soub para conduzir o caso, anulando, na prática, os efeitos da análise anterior que chegou a suspender o resultado do Congresso Nacional do partido realizado em março deste ano.

A disputa interna no Cidadania se arrasta desde 2022, quando o Congresso Nacional da sigla foi vencido por Comte Bittencourt. O resultado, no entanto, foi contestado por Roberto Freire, que conseguiu retornar à presidência da legenda e convocar um novo encontro partidário. Nesse segundo congresso, o deputado federal por São Paulo, Alex Manente, acabou eleito e aguarda a definição definitiva da Justiça para consolidar sua posição.

Aliados de Freire afirmam que o grupo deve ingressar com ação contra Comte Bittencourt, alegando litigância de má-fé no processo. Em meio ao impasse, o ex-presidente do partido defendeu o encerramento das disputas judiciais e destacou a necessidade de organização para as eleições. “Agora é o momento de formar chapas nos estados e trabalhar dentro da federação com o PSDB para superar a cláusula de desempenho”, afirmou, citando ainda o alinhamento do partido com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).