
A cerimônia de sanção da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que acontece na manhã desta quarta-feira (26), terá ausência da cúpula do Congresso. Convidados para o evento desta quarta-feira, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não irão ao Palácio do Planalto.
A recusa acontece no momento em que o governo enfrenta seu período mais crítico de tensão com o Legislativo neste terceiro mandato de Lula. A assessoria de Motta informou que o deputado “cumpre agenda interna” e não participará.
No Senado, Alcolumbre também optou por se ausentar. O gesto ocorre no auge do atrito com o governo devido à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do STF deixada por Luís Roberto Barroso. A escolha contrariou o presidente do Senado, que preferia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e levou ao rompimento com o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA).
Na Câmara, o estopim para a tensão foi o desgaste entre Hugo Motta e o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ). A relação já vinha tensionada desde a PEC da Blindagem e piorou na votação do projeto antifacção, quando Hugo escolheu um opositor, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança Pública de São Paulo, para a relatoria. A situação se agravou com a fuga do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos, quando petistas passaram a acusar Motta de leniência com o deputado condenado na trama golpista.
