Com informações do Blog do Dantas Barreto
A decisão da governadora Raquel Lyra (PSD) de exonerar os indicados do PP para cargos estratégicos do Governo do Estado, nesta terça-feira (17), foi classificada como “precipitada” pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Eduardo da Fonte. A avaliação foi feita em entrevista ao Blog Dantas Barreto, em meio ao acirramento das articulações políticas visando as eleições de 2026.
As exonerações atingiram nomes ligados ao Progressistas que estavam à frente de órgãos importantes, como o Ceasa, o Lafepe e o Porto do Recife. Para Eduardo da Fonte, a medida ocorreu em um momento sensível, coincidindo com a definição, pelo Tribunal Superior Eleitoral, da data de 26 de março para a homologação da Federação União Progressista — aliança nacional que reúne PP e União Brasil.
Ao comentar o cenário, o parlamentar negou qualquer acordo fechado com o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). “Todo mundo está conversando com todo mundo. Não tem acordo com João Campos”, afirmou. Ele também destacou que possui experiência em processos eleitorais e reforçou sua autonomia política: “Estou nesse processo há seis eleições e ninguém vai me pautar sobre o que vou fazer”.
Eduardo da Fonte sinalizou que, a partir da oficialização da federação, passará a tratar das articulações políticas em um novo patamar. Segundo ele, as decisões sobre alianças e composição de chapa serão debatidas coletivamente, levando em conta critérios como tempo de televisão e acesso ao Fundo Eleitoral. “Não vou mais falar em nome do PP. Como federação, discutiremos esses pontos”, declarou.
O dirigente também deixou claro que não há portas fechadas no momento e que qualquer definição sobre candidatura ao Senado será feita após a formalização da federação. “Não serei candidato de mim mesmo”, pontuou, indicando que a construção será conjunta dentro do novo bloco partidário.
Além de Eduardo da Fonte, a futura federação conta com outro nome de peso no cenário estadual: o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que também é apontado como pré-candidato ao Senado. Miguel, inclusive, já recebeu convite da governadora Raquel Lyra para integrar a base governista, o que amplia ainda mais a disputa e a complexidade das articulações políticas em Pernambuco.

