Editorial – Nome de Renata Campos não está descartado para disputar o governo de Pernambuco

Mário Flávio - 17.12.2021 às 10:11h

O PSB segue protelando o nome da legenda que vai disputar o governo de Pernambuco ano que vem. Os nomes dos secretários Geraldo Júlio e Zé Neto são os mais citados, mas a viúva do saudoso governador Eduardo Campos, Renata Campos, não está descartado e pode ser a carta na manga da Frente Popular para o pleito do ano que vem, já que a demora em anunciar o nome tem todo um contexto.

Geraldo Júlio não quer entrar na disputa e nem ao Congresso do PSB foi. O ex-prefeito do Recife, que atualmente é secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado tem muitos processos ocorrendo que envolvem a gestão dele e pelo que se ouve nos bastidores é que ele não quer enfrentar uma campanha e passar o tempo na defensiva, respondendo a acusações da oposição.

O segundo plano de muitos caciques seria o secretário Zé Neto, que responde pela Casa Civil e é muito elogiado pelos prefeitos, deputados e secretários. Já tem até deputado pedindo abertamente o nome dele como candidato, pela boa relação e maneira como ele atende a todos. No entanto, o sobrinho do ex-governador Joaquim Francisco ainda gera uma certa desconfiança na cúpula socialista.

Não para essa eleição, mas para a de 2026, quando o prefeito do Recife e filho de Eduardo, João Campos, teria idade para disputar o governo de Pernambuco. Nas contas dos socialistas, apenas uma pessoa estaria disposta a passar o bastão para o jovem prefeito disputar o governo já em 26: Renata Campos. Essa informação foi confirmada pelo integrante influente do PSB.

Renata nunca disputou um mandato, mas todos sabem da forte influência que ela exerce dentro da cúpula socialista. Para a oposição também não será uma tarefa fácil de criticar ou atacar a viúva de Eduardo Campos. A situação segue sendo amplamente debatida dentro da legenda, que deve tomar uma decisão formal até março do ano que vem, mas caso o nome de Renata seja mesmo confirmado, não será surpresa para ninguém. A conferir.

Sem pressa.

O PSB segue sem pressa para confirmar o nome de quem vai disputar o governo. Os três nomes citados acima são os mais fortes, mas ainda correm por fora os deputados Tadeu Alencar e Danilo Cabral, que sonham com a indicação socialista. Os dois eram os mais cotados antes da indicação de Paulo Câmara, que acabou sendo o ungido pelo então governador Eduardo Campos.

…Diminuiu o ritmo

A oposição que começou a 120 km por hora agenda por várias regiões do estado deu uma redução no ritmo. Raquel Lyra, Anderson Ferreira e Miguel Coelho começaram a retomar esforços para a gestões em Caruaru, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina. A oposição a eles nessas cidades já estava criticando o que chamam de abandono dos municípios de olho na eleição de 2022.

Vacinação em crianças…

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou ontem a liberação da aplicação da vacina da Pfizer contra a covid-19 em crianças a partir de 5 anos. Até então, apenas  pessoas a partir dos 12 anos podiam receber o imunizante. O Ministério da Saúde não tem previsão para começar a imunização nessa nova faixa etária. 

…Mais uma polêmica

A vacina para os mais novos chega atrasada ao país. O presidente Jair Bolsonaro é contra a iniciativa e se irritou com a decisão da Anvisa. O Brasil é uma das nações com o maior número de crianças mortas por covid-19: mais de 2.500 desde o início da pandemia. 

Terrivelmente evangélico

André Mendonça tomou posse ontem como ministro do Supremo. No lugar do jantar que costuma ser oferecido após a cerimônia, ele participou de um culto evangélico, com a presença de Bolsonaro, parlamentares, membros do governo e magistrados. Ele ficou conhecido pela alcunha de ‘terrivelmente evangélico’, dada pelo próprio Bolsonaro numa entrevista.

PT deu aval para federação

O Diretório Nacional do PT deu autorização formal para a Executiva discutir uma federação partidária com PSB, PC do B, Psol e PV. O resultado não garante que a federação será consumada. Pode não haver acordo com as demais legendas, por exemplo. Caso os dirigentes petistas e das demais siglas interessadas se acertem, os termos precisarão ser analisados novamente pelo Diretório Nacional para que o PT efetivamente integre a aliança.