Editorial – Votações pegaram mal para Zé Queiroz

Mário Flávio - 18.01.2023 às 08:19h
Foto: Divulgação

Muita crítica após a informação circular pelos grupos de WhatsApp dos votos do deputado Zé Queiroz (PDT) contra o projeto de Reforma Administrativa e indicação de Thallyta Figuerôa para a administração da Ilha de Fernando de Noronha.

Eleitores de Caruaru, muitos que já votaram no deputado para prefeito da cidade, reclamam que as indicações de Zé na Assembleia são por picuinha política contra a Governadora e outrora aliada de Zé, Raquel Lyra (PSDB). Desde que ele apoiou Raquel para prefeita em 2016 contra Tony Gel (PSB), que Zé e Raquel seguem caminhos opostos.

Zé foi um dos poucos na cidade que não apoiou o nome de Raquel para o governo no Segundo Turno contra Marília Arraes (SD). O problema nessa votação de ontem é a ampla vantagem de Raquel, até com os deputados do PSB votando a favor da Reforma da Tucana.

Votar contra uma Reforma Administrativa não é muito comum, já que o próprio Queiroz enviou projeto similar nas quatro ocasiões que foi gestor em Caruaru. A indicação da administradora de Fernando de Noronha é outro problema. Ela foi aprovada na Comissão da Assembleia e o “não” de Zé, mesmo com todas as justificativas pegou mal entre os caruaruenses que seguem em lua de mel com a nova gestão de Raquel.

Quando era prefeito da cidade e era acuado pela oposição, Queiroz usava duas frases: “estão votando contra Caruaru” e “colocando Caruaru pra baixo”. Se não tiver cuidado nos últimos passos na Alepe, já que fica sem mandato a partir de 1º de fevereiro, as frases de efeito criadas por ele podem virar contra ele mesmo é ter problemas de avaliação numa provável tentativa de voltar a prefeitura da cidade em 2024. A conferir.

Justificativa…
Único a votar contra a indicação de Thallyta, Queiroz informou que faltou a sabatina dela na Comissão da Alepe, mas, ao ouvir os colegas, não ficou convencido da escolha: “Soube que um deputado fez dez perguntas e ela não respondeu”. Mesmo apoiando o texto, João Paulo registrou preocupação com o futuro da ilha. “Noronha passará a ser subordinada à Secretaria de Meio Ambiente, e não mais à vice-governadoria”, observou.

…Prometeu

Presente à sabatina, Aluísio Lessa explicou que Thallyta Figueirôa comprometeu-se a responder por escrito os questionamentos não atendidos na ocasião. “Ninguém questionou a capacidade dela, e a indicação foi acolhida”,

Trem da alegria…
Também aprovados em Plenário, os três projetos de resolução (PRs) de autoria da Mesa Diretora que preveem a implantação de verbas extras para os legisladores foram alvo de questionamentos. O PR nº 3844/2023, que cria auxílio-saúde no valor de 10% do subsídio, recebeu sete votos contrários.

…Quem votou contra?

“Os deputados já têm um bom rendimento. A saúde pública é que precisa de auxílio”, afirmou Jô Cavalcanti. Além dela, rejeitaram a proposta João Paulo, Teresa Leitão, Waldemar Borges, Aluísio Lessa (PSB), Dulci Amorim (PT) e Clarissa Tércio (PP).

O que cria?

O PR nº 3845/2023, por sua vez, institui auxílio-moradia no valor de 22% do subsídio para deputados que não ocupem imóvel funcional nem possuam imóvel residencial na Região Metropolitana do Recife. Opuseram-se à matéria João Paulo, Juntas, Waldemar Borges, Aluísio Lessa e Clarissa Tércio.

…Mais benesses

Quanto ao PR nº 3846/2023, que cria o auxílio-alimentação no valor de 10% do subsídio, foram contrários João Paulo, Juntas, Waldemar Borges, Teresa Leitão e Clarissa Tércio. Favorável às três propostas, o deputado Romário Dias (PL) registrou que só terão direito às verbas os parlamentares que as requisitarem.

Adiada…
Votação do PL que visa prorrogar a vigência do fundo estadual foi adiada para avaliação de substitutivo apresentado por Antonio Coelho.
Relator do texto na Comissão de Justiça, o deputado Antonio Coelho (União) apresentou um substitutivo que ainda precisa ser avaliado pelos colegiados temáticos antes de ir a Plenário.

…motivo
Composto por depósitos de empresas contempladas com benefícios fiscais, o fundo teve sua validade encerrada no último dia 1º de janeiro. Coelho, entretanto, discorda da proposta de retroatividade da medida e do prazo de vigência estabelecido no projeto do Executivo. “Defendo que a validade do Feef seja de 12 meses, a partir da aprovação”, explicou.