Eduardo da Fonte pode recuar do Senado e disputar reeleição à Câmara

Mário Flávio - 28.03.2026 às 18:19h

O desenho político para 2026 em Pernambuco segue em aberto — e uma nova variável começa a ganhar força nos bastidores. Segundo uma fonte ouvida pelo Blog do MF, o deputado federal Eduardo da Fonte avalia a possibilidade de disputar a reeleição à Câmara dos Deputados, em vez de manter o projeto de candidatura ao Senado.

A informação surge em meio a um ambiente de indefinições na montagem das chapas majoritárias no estado. Apesar de ser tratado como pré-candidato ao Senado desde o ano passado e de ter apoio interno em setores do Progressistas, o movimento não estaria consolidado. Nos bastidores, lideranças admitem que o cenário para a disputa majoritária segue competitivo e com excesso de nomes.

Um dos fatores que pesam na reavaliação é o movimento político do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Ele já declarou apoio à governadora Raquel Lyra (PSD), indicou aliados para cargos no governo estadual e, em alguns casos, substituiu nomes que eram ligados a Eduardo da Fonte na estrutura administrativa. O gesto foi interpretado nos bastidores como um reposicionamento político que altera o equilíbrio de forças dentro da federação União Progressista é praticamente confirma Miguel como um dos nomes na chapa ao senado de Raquel.

Além disso, a definição da chapa ao Senado no campo do João Campos (PSB) também contribui para aumentar a possibilidade de recuo. Com os nomes de Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) confirmados neste sábado, o espaço político para novas composições na disputa majoritária se torna ainda mais restrito.

Diante desse cenário, a avaliação de aliados é que uma candidatura à reeleição pode garantir maior segurança política. Eduardo da Fonte é considerado um dos principais puxadores de votos do PP em Pernambuco e peça estratégica na tentativa do partido de ampliar sua bancada federal.

Outro fator que pesa na equação é o próprio desenho das alianças, que ainda depende de articulações nacionais e estaduais. A definição sobre quem ocupará as vagas ao Senado passa por negociações amplas, envolvendo diferentes partidos e lideranças, o que mantém o cenário indefinido em outros campos políticos.

Oficialmente, no entanto, Eduardo da Fonte ainda não confirmou mudança de planos. Publicamente, o deputado tem adotado cautela e defendido que as decisões sobre candidaturas e alianças sejam tomadas de forma coletiva.

Nos bastidores, porém, a leitura é clara: o jogo segue aberto — e a permanência na Câmara voltou a ser uma alternativa concreta dentro do tabuleiro político de 2026 em Pernambuco.