Reportagem de Ana Rebeca Passos
Foi realizado no sábado (27) o primeiro seminário “Pensando hoje a Caruaru de amanhã”. Além de críticas feitas à atual gestão municipal, o evento discutiu prioridades para o desenvolvimento municipal e reuniu a juventude de oposição de Caruaru, composta por DEM, PSDB, PMDB, PPS e PMN. Na verdade, a oposição tenta mostrar que tem vida útil além do período eleitoral e chega a usar bandeiras também defendidas pela atual base do governo, como a participação social.
Um dos coordenadores do evento, Raffiê Dellon, vice-presidente da juventude do PSDB nacional, ressaltou: “Sem dúvida a gente vê que quebrou paradigmas, do ponto de vista da evolução, e essa política crítica de Caruaru; vimos vários líderes comunitários, ouvimos as principais demandas e defasagens da nossa cidade. A gente vê mais uma vez que o problema de Caruaru é a questão democrática da participação no geral. Então, a gente vê a partir daí o quanto a cidade está carente e deficiente do ponto de vista do seu gestor municipal e dos representantes oficiais dessa cidade. Não vai ser o primeiro seminário, é o primeiro de um grande ciclo de debates, para discutir Caruaru sem ser em ano eleitoral”.
O seminário teve palestra da cientista política Ana Maria de Barros, que relatou momentos críticos vividos atualmente na política brasileira e qual deve ser o trabalho da oposição em uma cidade. Segundo ela, é preciso discutir política além de partidos e gestões. “É preciso compreender que a política precisa ser discutida para além dos partidos e dos governos, e a ideia foi exatamente trazer para os participantes do seminário, o que é política? a política como responsabilidade com o mundo e com a vida; assumir a política é fazer uma escolha por trabalhar pelas pessoas. E ao mesmo tempo, mostrar que fazer oposição não é ser contra, é ir contra os argumentos errados de uma gestão. E alguns pontos em Caruaru precisam ser focados, como por exemplo, o autoritarismo da gestão, a submissão do poder legislativo ao executivo, as pautas equivocadas como o PCC da educação. É preciso escolher as pautas mais frágeis de um governo e sobre elas, exercer a oposição”, afirmou a cientista política.
O deputado estadual Tony Gel e a ex-deputada Miriam Lacerda, que encabeçam a força de oposição no município, estiveram no seminário, que contou com a presença de jornalistas, líderes comunitários e visitantes.

