No segundo debate em TV aberta nesta eleição, nesta sexta-feira (09), o candidato ao governo, Danilo Cabral (PSB), cobrou explicações da adversária Marília Arraes no caso do Orçamento Secreto. O socialista destacou que a oponente se aliou ao Centrão de Jair Bolsonaro (PL) para destinar recursos sem que a sociedade tenha acesso às informações. Danilo acusou Marília de fugir do debate por não ter preparo para governar o estado e para explicar suas posições contraditórias, entre o que ela diz na propaganda eleitoral e suas votações na Câmara dos Deputados Federal. Ele lembrou que a candidata do Solidariedade ajudou na aprovação de pautas contra os trabalhadores no Congresso Nacional e bolsonarista, a exemplo da liberação de armas no Brasil.
“Será que por ter usado recursos do Orçamento Secreto Marília se ausentou da votação do fura-fila das vacinas, aquela que garantia que o rico pudesse passar na frente do pobre que estava no SUS? Você se ausentou desta votação. Será que foi por isso que Marília se ausentou também da votação que trata da liberação de armas, a principal pauta do bolsonarismo no Brasil? Você também não estava presente lá”, comentou Danilo, ao indagar o adversário João Arnaldo a respeito desse fato. “Eu queria que Marília estivesse aqui. Responda essas questões. Você quer ser governadora sem dialogar com a população. Você fez uso do Orçamento Secreto“, denunciou Cabral.
“Além das denúncias do uso de recursos do Orçamento Secreto, também há denúncias de que os recursos estão sendo usados para cooptar parlamentares dentro do Congresso Nacional pra formar maioria, aliando o Centrão com Bolsonaro, pra aprovar projetos que são contra os interesses da população. Eu queria perguntar a Marília, mas ela não veio para cá“, lamentou Danilo no debate, diante de nova ausência da adversária no segundo confronto entre candidatos na TV aberta, nesta eleição.
João Arnaldo considerou o Orçamento Secreto como o maior escândalo de corrupção da história do Brasil e disse que o dinheiro das emendas indicadas por parlamentares não é utilizado para compras de equipamentos aos quais são destinados, mas voltam aos políticos que destinaram, em enriquecimento ilícito.
“É injustificável que qualquer parlamentar que defenda a democracia utilize desse instrumento que, lamentavelmente, alimenta a corrupção e a destruição das políticas públicas”, atacou. “Era fundamental que a gente tivesse com a candidata Marília pra discutir mudanças“, completou.

