
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) chamou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de “tchutchuca”. A declaração aconteceu nesse domingo (18) durante comício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Florianópolis, Santa Catarina. As informações são do portal UOL.
Candidato a vice na chapa de Lula, Alckmin iniciou seu discurso criticando Bolsonaro e a falta de obras do governo federal na região Sul. “Cheguei aqui em Floripa bem cedinho e perguntei para dez pessoas: ‘qual foi a obra do tchutchuca [em referência ao presidente] aqui em Santa Catarina’. Nenhuma”, afirmou o ex-governador paulista.
O apelido de “tchutchuca” ganhou projeção após ser usado por um youtuber. Em agosto, ele chamou Bolsonaro de “tchutchuca do Centrão”. Na mesma ocasião, o presidente da República puxou a gola da camisa do jovem. Fome e desemprego. No discurso, Alckmin ainda citou problemas enfrentados pelo país, como desemprego e a fome que atinge pelo menos 33 milhões de pessoas.
“E pior, o que foi feito no Brasil inteiro foi desemprego entre os jovens: mais de 30%. Fome, que já tinha ido embora, agora são 33 milhões de pessoas. Inflação do café da manhã, do pão, do leite, da manteiga, mais de 30%”, afirmou o candidato a vice. “Negacionismo, o Brasil tem 3% da população do mundo e 10,5% das mortes de covid-19”, completou Alckmin. Pedindo voto. Alckmin voltou a falar que ele e Lula estão unidos, “porque o Brasil precisa”. Sem citar Bolsonaro, pediu um basta para quem admira a ditadura militar. “Chega de quem gosta de tortura. Quem admira a ditadura não devia pedir o voto do povo”, declarou o ex-governador.