Denúncias recebidas pelo Ministério Público do Trabalho a respeito da exploração de mão de obra estudantil como forma mais barata de contratação, bem como o desvio de atividade de estagiários para funções que não possuem relação com o curso a que os estudantes estavam vinculados, fizeram com que o Procurador José Adilson Pereira da Costa notificasse diversas instituições de ensino superior de Caruaru para que comparecessem ao MPT, a fim de firmar um Termo de Ajuste de Conduta para coibir as irregularidades apontadas.
Além de estudantes cumprindo funções sem qualquer relação com o ensino-aprendizagem, o MPT flagrou, por exemplo, academias de musculação que contratavam estudantes de Educação Física cumprindo o papel de bacharéis, estudantes de Administração fazendo as vezes de recepcionistas e, até mesmo, estagiários que nunca compareceram às unidades concedentes (empresas ou mesmo órgãos públicos que contratam estagiários).
Com a determinação do MPT, coordenadoras/es de curso dessas instituições cessaram o processo de assinatura de contratos de estágio, o que pode acarretar em prejuízo às/aos estudantes até mesmo atrasando formaturas. No Centro Acadêmico do Agreste da UFPE, estudantes resolveram se mobilizar para cobrar da Universidade que, ao comparecer à audiência com o MPT no próximo dia 28, já apresente medidas que contemplem o que é exigido na Lei 11.788/08 (Lei do Estágio), pois estudantes de diversas áreas do conhecimento já estão sendo prejudicadas/os. A petição criada por eles pode ser assinada através do link: http://bit.ly/1S2rnTH
