Os Estados Unidos, com apoio de forças aliadas, realizaram novos ataques “em larga escala” contra alvos do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em território sírio. A ação, segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), faz parte de uma série de represálias após uma ofensiva registrada em dezembro do ano passado, que resultou na morte de três cidadãos norte-americanos no Oriente Médio.
De acordo com o Centcom, a operação atual integra uma resposta iniciada em 19 de dezembro, após um ataque ocorrido no dia 13 do mesmo mês. Na ocasião, dois soldados dos Estados Unidos e um intérprete civil que prestava serviços às forças norte-americanas foram mortos. Até o momento, não foram divulgados números oficiais de mortos ou feridos em decorrência da nova ofensiva.
O comunicado militar informa que os bombardeios atingiram alvos em diferentes regiões da Síria, reforçando o compromisso contínuo dos EUA no combate a organizações extremistas. Ao todo, pelo menos 35 locais foram atingidos, com o disparo de mais de 90 munições de precisão. Mais de 20 aeronaves participaram da operação, incluindo caças F-15E, A-10, AC-130J, drones MQ-9, além de aviões F-16 da Força Aérea da Jordânia, segundo informações repassadas por um oficial à emissora CBS News.
Em manifestação nas redes sociais, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, adotou um tom duro ao comentar a ofensiva. “Jamais esqueceremos e jamais cederemos”, escreveu. Em outra declaração, reforçou a posição do governo norte-americano: “Nossa mensagem permanece firme: se você ferir nossos combatentes, nós o encontraremos e o mataremos em qualquer lugar do mundo, não importa o quanto você tente fugir da justiça”.
