A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), vive a expectativa de anunciar, até o fim desta semana, a chegada de novos apoios políticos considerados estratégicos para o cenário eleitoral de 2026. Nos bastidores, avançam as articulações envolvendo lideranças de peso que hoje ocupam espaço no campo adversário.
Entre os movimentos mais aguardados está uma possível reaproximação com a tradicional família Coelho, do Sertão do Estado, que tem como principais nomes o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho. O grupo, que já esteve alinhado a projetos distintos nos últimos anos, pode redesenhar seu posicionamento político diante do atual cenário.
Também entram no radar da governadora a ex-deputada federal Marília Arraes e o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Ambos têm densidade eleitoral e aparecem com frequência nas pesquisas para o Senado em Pernambuco, ao lado de outros nomes competitivos .
Um ponto que tem pesado nas articulações é o fato de que Miguel Coelho, Marília Arraes e Silvio Costa Filho têm interesse direto na disputa pelo Senado em 2026. Nos bastidores, há sinais de insatisfação desse grupo com o movimento do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), que já teria praticamente fechado sua chapa ao Senado com o senador Humberto Costa (PT), que busca a reeleição, e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).
A definição antecipada de nomes no campo adversário tem provocado desconforto e aberto espaço para rearranjos políticos. A leitura entre aliados da governadora é de que esse cenário pode favorecer a construção de uma frente mais ampla em torno de Raquel Lyra, atraindo lideranças que buscam viabilidade eleitoral para o Senado.
Caso se confirmem, os novos apoios podem alterar significativamente o tabuleiro político em Pernambuco, ampliando o leque de alianças da governadora e acirrando ainda mais a disputa rumo a 2026.
