A Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e PP, decidiu apoiar a reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). A definição ocorreu em reunião realizada na noite desta quarta-feira (18), em Brasília, e reforça o palanque da atual gestora na disputa eleitoral de 2026. A informação foi antecipada pelo Blog Dellas.
O encontro contou com a presença da própria governadora, além de lideranças nacionais e estaduais da federação, como o presidente Antonio Rueda, o secretário-geral ACM Neto, os deputados federais Mendonça Filho e Fernando Filho, além do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Embora não tenha participado presencialmente, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, teria concordado com a decisão, segundo dirigentes presentes.
De acordo com fontes, a definição partiu da direção nacional da federação após um impasse em Pernambuco, onde os dois partidos seguiam caminhos distintos: o PP vinha dialogando com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), enquanto o União Brasil já havia sinalizado apoio à governadora. Diante desse cenário, a cúpula nacional decidiu “desempatar o jogo”, levando em consideração que o PP já integra a gestão estadual desde o início do governo e que o União Brasil também se aproxima do mesmo campo político.
Apesar de não haver, neste momento, a definição formal sobre a composição da chapa majoritária, ficou sinalizado que a federação deverá ocupar um espaço na disputa. Entre os nomes cotados estão o ex-prefeito Miguel Coelho e o deputado federal Mendonça Filho, ambos com forte inserção política no estado.
A decisão chega em um momento considerado delicado para Raquel Lyra, após movimentações do adversário João Campos, que conseguiu consolidar apoios importantes, como os de Marília Arraes e do grupo ligado ao ministro Silvio Costa Filho. Ainda assim, a adesão da União Progressista é vista como um ganho estratégico relevante para a governadora, já que a federação reúne uma das maiores bancadas do Congresso, com 106 deputados federais, além de garantir amplo tempo de televisão na campanha eleitoral.

