Fernando Rodolfo deixa PL, assume federação PRD-Solidariedade e sinaliza apoio a Raquel Lyra

Mário Flávio - 25.03.2026 às 14:42h

O deputado federal Fernando Rodolfo oficializou, nesta quarta-feira (25), sua saída do PL e filiação ao PRD, assumindo o comando da federação formada com o Solidariedade em Pernambuco. A movimentação política reposiciona o bloco no estado e abre caminho para um possível alinhamento com a governadora Raquel Lyra (PSD).

Com a nova configuração, o Solidariedade passa a ser presidido pelo Pastor Edinázio, enquanto Fernando Rodolfo assume protagonismo na condução da federação. A articulação teve aval das direções nacionais das duas siglas, em Brasília, e marca uma mudança em relação ao controle anterior, que estava sob influência do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, aliado do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB).

Ao justificar a troca partidária, Fernando Rodolfo destacou a estratégia eleitoral. Segundo ele, o PRD oferece melhores condições para a formação de uma chapa proporcional competitiva, com potencial de eleger até dois deputados federais. “Estamos montando uma chapa forte, que será apresentada no dia 2 de abril. A ideia é construir um grupo competitivo”, afirmou.

O parlamentar também revelou que vinha dialogando com a governadora Raquel Lyra nas últimas semanas e admitiu preferência pessoal pela reeleição da gestora. Apesar disso, ponderou que a decisão sobre o apoio majoritário será coletiva dentro da federação. “Eu voto em Raquel, mas esse não será o critério para as filiações. Vamos ouvir todos”, disse.

Fernando Rodolfo, no entanto, foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de apoio ao projeto político de João Campos. Segundo ele, caso não haja consenso interno em torno do palanque da governadora, a federação poderá adotar uma posição de neutralidade na disputa estadual.

Sobre a saída do PL, o deputado argumentou que não via viabilidade eleitoral para sua reeleição na legenda. De acordo com ele, a expectativa é que o partido eleja no máximo dois parlamentares em Pernambuco, o que reduziria as chances de novos nomes. “O cenário ficou mais restrito, inclusive com perda de candidatos e votos de legenda”, explicou.

A movimentação também acompanha outras mudanças no campo conservador no estado. O deputado Pastor Eurico, por exemplo, também deixou o PL e se filiou ao PSDB, reforçando a reconfiguração das forças políticas com foco nas eleições de 2026.