O multiartista, Gabriel Sá, lança nesta segunda-feira (07) o segundo lyric vídeo dentro das comemorações dos 20 anos de dedicação ao universo das artes em seu canal do youtube.
SOU DE PAZ é uma das canções do primeiro disco do multiartista caruaruense. A composição de Isabela Moraes, intitulado “PÁSSARO MENSAGEIRO”, produzido por Murilo Carmo com a Peixe Elétrico Stúdio.
A caça, o sustento, a proteção, a fartura, a arte. É assim que eu entro na guerra contra a colonização, contra o ódio, e a propriedade do Branco. Que fez das nossas terras, da nossa ancestralidade, da nossa conexão com a natureza, o deslugar.
Que ao proclamar a independência ou morte no dia 07 de setembro. Proclama a Independência e morte de quem?
Porque os ecos são de segregação, de violência, e, com costuras demarcadas de gênero, raça e classe. Fixando a morte, a opressão, a tentativa de silenciamento do povo que nas matas resiste.
“Os caminhos que eu escolho andar, as vozes que eu escolho ecoar, são de liberdade e de expressão porque eu sou a paz, o amor, e esse eu, carrega todas as pessoas que me antecederam, e todas as pessoas que virão. Todas/os que vieram de África. Todas/os não brancos que aqui já existiam, que aqui já lutavam“, diz Gabriel.
“Eu aderi à guerra com o revoar dos pássaros, com o canto que vai das florestas até as casas, nas danças, nas cores, na poesia, nos cantos, nas plantações. Aderi à guerra pela cultura, criação, imaginação e na Representatividade do Orixá Oxóssi (Okê arô), caçador, defensor da natureza, enquanto guardião popular, usando uma única flecha, para quebrar todo o feitiço que está lançado sobre o meu/nosso povo para enfrentarmos com força e garra a guerra silenciosa e a guerra que grita”, completa.
E é assim, com toda essa potência de resistência, das vozes que surgem das matas, e que vão para qualquer lugar através dos sons. E é através da música SOU DE PAZ, que reafirmo, enquanto existir opressão, a nossa guerra continua, e ela será aderida por todas as nossas formas de existência para “Proclamar a guerra, Onde o ódio se encerra Com a paz”.
Sobre o disco: Uma obra afro pop embebecida de toda nossa cultura popular nordestina, que grita a força, os amores e as dores de ser negro.
