O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto voltou a falar sobre o cenário eleitoral de 2026 e reafirmou, em entrevista a Rádio Jornal Recife, que pretende disputar uma das duas vagas ao Senado por Pernambuco, mas que só desistiria da candidatura se o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitasse.
“Serei candidato ao Senado só se o presidente Bolsonaro não quiser que eu seja. Se ele disser ‘Gilson, abra mão’, tudo bem. Mas ele não disse”, afirmou.
Gilson também comentou sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Jaboatão e desafeto político, Anderson Ferreira, ser o nome do PL apoiado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, destacando que as duas candidaturas são legítimas.
“Ele trabalha com a possibilidade de ser o candidato de Valdemar, o que é legítimo. Assim como é legítimo eu ser o candidato de Bolsonaro. Qual é o problema? São duas vagas”, destacou.
O ex-ministro ainda rebateu críticas e ironizou os que, segundo ele, “passam o tempo pensando” em sua vida política.
“Eu não passo meu tempo pensando em Anderson Ferreira. Tem gente que vai dormir e acorda pensando em Gilson Machado. Sete da manhã, ao invés de abraçar a nega velha, pensa em Gilson Machado. Eu fico na minha, fazendo meu trabalho, pronto para a batalha”, disse, em tom bem-humorado.
Atualmente respondendo a um processo sob segredo de justiça, Gilson lembrou que cumpre medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, após ser investigado pela Polícia Federal no inquérito sobre os atos de 8 de janeiro.
“Estou sofrendo o mesmo efeito que o presidente Bolsonaro está sofrendo. Estou preso de cautelar, mas sigo firme, sou um homem de missão”, concluiu.
