Informação sobre cassação do mandato de Eduardo Moura não faz o menor sentido

Mário Flávio - 28.02.2026 às 06:48h

A possibilidade de cassação do mandato do vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), passou a circular nos bastidores da Câmara Municipal e em blogs da capital pernambucana nos últimos dias. Segundo as informações divulgadas, o parlamentar poderia ser inicialmente afastado por 120 dias e, em seguida, ter o mandato cassado por decisão dos próprios vereadores, sob a acusação de quebra de decoro parlamentar.

A motivação apontada seria um episódio de cunho pessoal envolvendo o vereador Chico Kiko (PSB), tratado nos bastidores de forma jocosa. A possível punição máxima — a perda do mandato — teria como consequência direta não apenas o afastamento imediato da vida parlamentar, mas também a inelegibilidade por dez anos, considerando o período restante do mandato e os efeitos da Lei da Ficha Limpa. Na prática, Eduardo Moura ficaria impedido de disputar cargos como deputado federal em 2026 ou prefeito do Recife em 2028.

O próprio Eduardo Moura reagiu classificando as informações como “fake news”. Interlocutores próximos ao vereador admitem a possibilidade de uma suspensão temporária, mas consideram a cassação uma medida extrema e desproporcional diante dos fatos relatados. Para aliados, a penalidade máxima deve ser reservada a casos graves que envolvam corrupção, improbidade ou uso indevido da função pública, o que não estaria configurado na situação em debate.

Nos corredores da Casa de José Mariano, comenta-se ainda que outros parlamentares também poderão ser alvo de sanções disciplinares por questões relacionadas à postura e comportamento. Entre os citados estão Thiago Medina (PL) e Jô Cavalcanti (PSOL), que poderiam sofrer suspensão.