Ivan Moraes aposta na permanência de Túlio Gadelha na Rede e projeta crescimento do PSOL em 2026

Mário Flávio - 26.03.2026 às 09:38h

Durante entrevista à Rádio Cidade de Caruaru, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Ivan Moraes (PSOL), comentou o cenário político para as eleições de 2026 e rechaçou as especulações sobre uma possível saída do deputado federal Túlio Gadelha da Rede Sustentabilidade, que faz Federação com o Psol. Foto: (Roberta Cardoso)

Segundo Ivan, a tendência é de permanência de Túlio na legenda, que integra uma federação com o PSOL, e de fortalecimento do campo político nas eleições proporcionais. “Teremos a reeleição de Túlio e vamos eleger Jones Manoel como o primeiro deputado federal do PSOL no Nordeste. E quem sabe eles não puxam um terceiro deputado?”, afirmou.

A declaração ocorre em meio a rumores de que Túlio Gadelha poderia deixar a Rede Sustentabilidade para disputar o Senado em uma eventual chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Para Ivan Moraes, no entanto, o cenário mais provável é de manutenção da aliança com o PSOL dentro da federação.

Articulação para a chapa majoritária

O pré-candidato também defendeu a construção de uma chapa competitiva no campo da federação PSOL-Rede em Pernambuco. Ivan citou a possibilidade de composição com o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes (Rede), além do nome do professor Paulo Rubem Santiago, indicado pela Rede para a disputa ao Senado.

Pelo lado do PSOL, o partido já lançou a pré-candidatura da vereadora Jô Cavalcanti ao Senado, o que reforça a estratégia de apresentar uma alternativa própria no cenário estadual.

Disputa por espaço político

As declarações de Ivan Moraes indicam uma tentativa de consolidar a federação PSOL-Rede como um polo competitivo nas eleições de 2026, tanto na disputa majoritária quanto proporcional. A aposta está na manutenção das alianças internas e no crescimento da bancada federal, com possibilidade de ampliar a representatividade da esquerda no estado.

Ao mesmo tempo, o posicionamento também funciona como resposta às movimentações de outros grupos políticos, especialmente diante das articulações envolvendo nomes da base da governadora e da oposição no tabuleiro eleitoral pernambucano.